Ethos discursivo do rap curitibano
A presença de imigrantes europeus e os efeitos da modernização em Curitiba-Paraná, na virada do séc. XIX para o XX, interferiram na construção da identidade cultural dessa capital. A teoria do branqueamento e o Movimento Paranista criaram a ideia de Curitiba de cultura europeia. Já o planejam...
Guardado en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Trabajo revisado (Peer-reviewed) |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
Jornadas de Jóvenes Lingüistas
2018
|
| Acceso en línea: | http://eventosacademicos.filo.uba.ar/index.php/JLL/I-JJL/paper/view/1767 https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=jll&d=1767_oai |
| Aporte de: |
| Sumario: | A presença de imigrantes europeus e os efeitos da modernização em Curitiba-Paraná, na virada do séc. XIX para o XX, interferiram na construção da identidade cultural dessa capital. A teoria do branqueamento e o Movimento Paranista criaram a ideia de Curitiba de cultura europeia. Já o planejamento urbano e a caracterização do espaço curitibano europeizado contribuíram para um urbanismo utópico. É nesse contexto, que o discurso oficial disseminado criou a ideia de Curitiba sendo uma cidade de Primeiro Mundo, onde há uma ordem urbana e harmonia racial. E foi essa ideia que persistiu ao longo da segunda metade do século XX, e ajudou a construir um discurso bastante idealizado sobre a cidade. Em oposição a essa imagem, surge o Movimento Hip-Hop, que, desde 1990, vem tentando, em Curitiba e Região Metropolitana, mostrar a realidade social por meio, principalmente, do rap, considerado porta-voz da periferia, ou seja, da população excluída das representações e imagens positivas da cidade. Portanto, a partir da análise do discurso de três letras de música de raps curitibanos (Lágrimas de Sangue, De frente com o inimigo1 e CIC2), pretende-se verificar se os rappers apreenderam, ou não, o discurso construído da representação e imagem da cidade de Curitiba e se isso interferiu no ethos do rap curitibano. |
|---|