Alguns estereótipos de indígenas: uma análise discursiva
Este trabalho constitui-sepor discussões realizadas ao longo do mestrado, quando investigamos o imaginário de indígenas da etnia Karajá presentes nadiscursividade produzida por sujeitos moradores do município de Luciara, noEstado de Mato Grosso/BR. Filiados à Análise deDiscurso de linha francesa,...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Trabajo revisado (Peer-reviewed) |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
Jornadas de Jóvenes Lingüistas
2018
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| Acceso en línea: | http://eventosacademicos.filo.uba.ar/index.php/JLL/I-JJL/paper/view/1759 https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=jll&d=1759_oai |
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| Sumario: | Este trabalho constitui-sepor discussões realizadas ao longo do mestrado, quando investigamos o imaginário de indígenas da etnia Karajá presentes nadiscursividade produzida por sujeitos moradores do município de Luciara, noEstado de Mato Grosso/BR. Filiados à Análise deDiscurso de linha francesa, teoria que propõe analisar processos deconstituição dos sentidos, procuramos compreender sentidos que se fazempresentes no discurso sobre os indígenas da etnia Karajá. No entanto,enfatizamos que os enunciados constituem o imaginário de indígenas em geral,independente da etnia a que pertençam (cf. Ferreira 2000; Borges&Miranda 2008). Considerando o fato dehaver uma relação constitutiva entre o dizer e sua exterioridade, levantamos estereótipos presentes em muitasseqüências discursivas. Desse modo, construimos um corpus heterogêneo tanto em relação à materialidade dos textos, quantoaos sujeitos envolvidos na pesquisa. Dito de outro modo, trabalhamos comenunciados orais e escritos os sujeitos são de três gerações distintas demoradores do município supracitado: geração mais velha (GV);intermediária (GI) e geração mais jovem (GJ). Como o nosso intuito também era observaro funcionamento do discurso pedagógico presente nesses textos, nós os subdividimos em dois grupos: textos de alunos do período noturno (GJN) eaqueles produzidos por alunos do período matutino (GVM). Isso porque em cadaturno atuava um grupo diferenciado de professores, e pretendiamos saber sehavia diferença entre eles.Assim, pontuamos osestereótipos de indígenas enfatizando que os gestos de interpretação inscritos no material de análise sãodeterminados por processos que fogem ao controle dos sujeitos e esses sentidos aparecemcomo evidentes. |
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