Formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais

Esse artigo propõe uma análise sobre processos de formação inicial de docentes em relação com trajetórias de professores de escolas públicas brasileiras e com processos de emancipação. Apresentamos as consequências pedagógicas das políticas neoliberais presentes na educação superior brasileira e ref...

Descripción completa

Guardado en:
Detalles Bibliográficos
Autores principales: Cerqueira Ribeiro de Souza, R. C., Martins Oliveira Magalhães, S.
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Portugués
Publicado: Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Humanas. Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales (NEES) 2014
Materias:
Acceso en línea:http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/237
Aporte de:
id I21-R190-123456789-237
record_format ojs
institution Universidad Nacional del Centro
institution_str I-21
repository_str R-190
container_title_str Repositorio Institucional de Acceso Abierto (RIDAA)
language Portugués
format Artículo revista
topic Educación
Enseñanza superior
Formación de docentes
Neoliberalismo
Universidades
Política educativa
Brasil
spellingShingle Educación
Enseñanza superior
Formación de docentes
Neoliberalismo
Universidades
Política educativa
Brasil
Cerqueira Ribeiro de Souza, R. C.
Martins Oliveira Magalhães, S.
Formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais
topic_facet Educación
Enseñanza superior
Formación de docentes
Neoliberalismo
Universidades
Política educativa
Brasil
author Cerqueira Ribeiro de Souza, R. C.
Martins Oliveira Magalhães, S.
author_facet Cerqueira Ribeiro de Souza, R. C.
Martins Oliveira Magalhães, S.
author_sort Cerqueira Ribeiro de Souza, R. C.
title Formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais
title_short Formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais
title_full Formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais
title_fullStr Formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais
title_full_unstemmed Formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais
title_sort formação inicial de professores: emancipação como contraposição ao mal estar docente gerado pelas políticas neoliberais
publisher Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Humanas. Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales (NEES)
publishDate 2014
url http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/237
work_keys_str_mv AT cerqueiraribeirodesouzarc formacaoinicialdeprofessoresemancipacaocomocontraposicaoaomalestardocentegeradopelaspoliticasneoliberais
AT martinsoliveiramagalhaess formacaoinicialdeprofessoresemancipacaocomocontraposicaoaomalestardocentegeradopelaspoliticasneoliberais
first_indexed 2022-07-04T14:37:45Z
last_indexed 2022-07-04T14:37:45Z
bdutipo_str Revistas
_version_ 1764819787324588034
description Esse artigo propõe uma análise sobre processos de formação inicial de docentes em relação com trajetórias de professores de escolas públicas brasileiras e com processos de emancipação. Apresentamos as consequências pedagógicas das políticas neoliberais presentes na educação superior brasileira e refletimos sobre sua lógica no ambiente escolar, gerando o distanciamento e o envolvimento entre professores e alunos. Trazemos a discussão sobre identidade profissional docente, profissionalização e participação em sindicatos e associações. Analisamos as consequências das políticas educacionais sobre os professores tais como: sua fragilidade associativa, a insistente desvalorização docente nos documentos oficiais e na mídia, os projetos de carreira docente e a desvalorização crescentes dos seus salários, como geradoras do mal estar docente e analisamos possibilidades de construir pontes para o seu bem estar a partir da formação para emancipação. O estudo busca a compreensão de processos, ou seja, sua gênese histórica, procurando captar a natureza e a significação da complexidade que representa a práxis dos professores nas escolas públicas e sua relação com processos formativos, políticos e ideológicos. Apresentamos a busca de indícios que abram caminhos para descobrir não apenas a existência, mas a natureza do processo, ou seja, o caráter dialético do mal estar dos professores, procurando ultrapassar a exterioridade dos fenômenos, construindo análise crítica e ressaltando a dinâmica a ela inerente. Isso requer que seja abordada a ideia da produção da não-existência do professor, fortemente articulada às lógicas alicerçadas nas políticas neoliberais. Pensamos que, em muitos casos, professores das escolas públicas têm passado por formações que lhes têm proporcionado importantes conhecimentos tanto de fundamentos, como metodológicos ou de conteúdos. Podem responder às demandas nesses quesitos de maneira apropriada, se assim o desejarem. Julgamos, porém, que não estão preparados para enfrentar questões políticas, ideológicas, epistemológicas que envolvem sua profissão. Não têm consciência da importância da sua participação em coletivos de professores, em associações e sindicatos. Além disso, não se sentem capazes de enfrentar as questões das relações com eles mesmos e com os outros com os quais convivem. Seus colegas docentes são estranhos com quem quase não se comunicam. Seus alunos apresentam-se com histórias de vida, com desejos e necessidades com os quais nunca aprenderam a lidar e para os quais acabam por se convencer de que não há soluções. Propomos procurar formas de pensar e agir no sentido de superar essas contradições, já que sustentamos a ideia de uma docência emancipatória que, para realizar seu percurso, exige articular o ser humano em sua inteireza, ou seja, (des)pensar e repensar a formação inicial dos professores, assumir a docência como práxis, produtora de conhecimentos, como prática complexa e transdisciplinar. Essa concepção implica admitir que o trabalho docente tem dimensão de totalidade, pois compõe-se de múltiplos saberes que devem ser compreendidos em suas várias relações. Tal perspectiva supõe, em primeiro lugar, “reinvenção epistemológica” e, suas repercussões pedagógicas e didáticas. A práxis docente passa a ser apreendida como um contexto de compreensão compartilhado, enriquecido com a contribuição dos participantes em que a aprendizagem se constrói de maneira cooperativa, dentro de um grupo com vida própria, com interesses, necessidades e exigências que vão formando uma cultura particular. Significa compreender a escola como espaço de conhecimento construído mediante negociação aberta e permanente, de maneira que se priorize a reconstrução crítica do conhecimento, de mundo, que o aluno assimila acriticamente fora dela. Significa, ainda, que a aula se transforme em um ambiente dialógico de compartilhamentos e de trocas simbólicas dos quais todos participem e criar uma ambiência [trans]formativa que possibilite aos estudantes e a seus formadores construir convicções e, assim, contrapor-se à naturalização da não existência do professor, que tem sido imposta pelas atuais políticas educacionais para as universidades.