Espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade
No dia 12 de fevereiro de 2007 foi inaugurado, na cidade de Niterói, situada no Estado do Rio de Janeiro/Brasil, o Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni) ligado à Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos (PROAC) da Universidade Federal Fluminense/UFF. Convidada para a Direção Geral do Colégio, recon...
Guardado en:
| Autores principales: | , |
|---|---|
| Formato: | Artículo revista |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Humanas. Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales (NEES)
2014
|
| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/190 |
| Aporte de: |
| id |
I21-R190-123456789-190 |
|---|---|
| record_format |
ojs |
| institution |
Universidad Nacional del Centro |
| institution_str |
I-21 |
| repository_str |
R-190 |
| container_title_str |
Repositorio Institucional de Acceso Abierto (RIDAA) |
| language |
Portugués |
| format |
Artículo revista |
| topic |
Cultura Inclusión educativa Educación Gestión educacional Colegio Universitario de la Cultura Geraldo Reis Brasil |
| spellingShingle |
Cultura Inclusión educativa Educación Gestión educacional Colegio Universitario de la Cultura Geraldo Reis Brasil Chaves, Iduina Mont’Alverne Braun Guedes, Adrianne Ogêda Espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade |
| topic_facet |
Cultura Inclusión educativa Educación Gestión educacional Colegio Universitario de la Cultura Geraldo Reis Brasil |
| author |
Chaves, Iduina Mont’Alverne Braun Guedes, Adrianne Ogêda |
| author_facet |
Chaves, Iduina Mont’Alverne Braun Guedes, Adrianne Ogêda |
| author_sort |
Chaves, Iduina Mont’Alverne Braun |
| title |
Espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade |
| title_short |
Espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade |
| title_full |
Espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade |
| title_fullStr |
Espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade |
| title_full_unstemmed |
Espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade |
| title_sort |
espaço e tempo da cultura de gestão numa instituição educativa – desafios formativos na esteira da complexidade |
| publisher |
Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Humanas. Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales (NEES) |
| publishDate |
2014 |
| url |
http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/190 |
| work_keys_str_mv |
AT chavesiduinamontalvernebraun espacoetempodaculturadegestaonumainstituicaoeducativadesafiosformativosnaesteiradacomplexidade AT guedesadrianneogeda espacoetempodaculturadegestaonumainstituicaoeducativadesafiosformativosnaesteiradacomplexidade |
| first_indexed |
2022-07-04T14:33:11Z |
| last_indexed |
2022-07-04T14:33:11Z |
| bdutipo_str |
Revistas |
| _version_ |
1764819786446929920 |
| description |
No dia 12 de fevereiro de 2007 foi inaugurado, na cidade de Niterói, situada no Estado do Rio de Janeiro/Brasil, o Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni) ligado à Pró-Reitoria de Assuntos Acadêmicos (PROAC) da Universidade Federal Fluminense/UFF. Convidada para a Direção Geral do Colégio, reconheci a grandeza do cargo e os seus grandes desafios.
Na minha formação, busquei referenciais teóricos para a compreensão da Educação, da formação humana, na sua inteireza e me aproximei da Sócio-Antropologia do Cotidiano, de Michel Maffesoli, e da Antropologia da Complexidade, de Edgar Morin que ampliaram o meu olhar na direção do entendimento de que há necessidade do diálogo entre os conhecimentos, ou seja, de um pensamento complexo que compreenda que o conhecimento das partes depende do conhecimento do todo, que reconheça a multidimensionalidade dos fenômenos, que substitua um pensamento que isola e separa, por um pensamento que distingue e une. É um caminho teórico-metodológico que busca o acolhimento dos princípios da complexidade, que minha produção científica tem proposto nos movimentos integradores entre homem-natureza-cultura/corpo-alma-real-imaginário-razão-emoção-norma-vida. É um pensamento que consegue tratar da incerteza e ao mesmo tempo conceber a organização. Está apto, também, a unir, a contextualizar, a globalizar, da mesma forma que reconhece o singular, o individual e o concreto.
Com base nesse paradigma me lanço no esforço de pensar com o “pensamento complexo” uma organização/escola. Não penso olhá-la com a ideia de organização burocrática, fechada, simplificadora, racionalizadora, desintegradora, mas como um “sistema” sócio-cultural, aberto às múltiplas dimensões da realidade bio-psico-sóciocultural. Pretende ser uma ideia de organização que se desvencilhe das amarras da “ordem” determinista, disjuntiva, reducionista, adotada pelas abordagens tradicionais, com seus pressupostos positivistas. Será uma organização com uma visão de ordem que acolha os conflitos, que se estabeleça na união, que aceite o diferente, o contraditório, o ambíguo, o diverso, o singular, que emergem da dinâmica própria do processo e voltada para re-organizações permanentes. É, nessa perspectiva interacionista, que o diálogo aberto e permanente terá condições de acolher a diversidade de formas de pensamento e correntes na escola, no sentido da unidade dos pensamentos, dos valores e das normas compartilhadas pelos membros da organização escolar. Evitar-se-á, assim, a unidimensionalidade do pensamento simplificador, que dificulta a visão do todo, que promove a fragmentação do saber, que isola o homem na instituição, que impede a participação, a transdisciplinaridade. Levarei em consideração a natureza bio-psico-sociocultural do homem/professor com a sua possibilidade de desenvolvimento constante - um sujeito livre para criar, para se transformar, para se desenvolver, enfim, para se auto-organizar e auto-produzir-se, sem perder de vista sua autonomia/dependência (recíproca) com relação à cultura. É um verdadeiro desafio pensar/entender a organização/escola respeitando a sua complexidade.
O que vem a ser um Colégio Universitário? Acredito e destaco ser um centro de formação humana e de reflexão sobre como fazê-la de forma competente, crítica, criativa, aberta e para tal deve interagir, manter relações estreitas com a Universidade, estar em consonância com a Política de Formação de Professores já nela instituída, com destaque para as Licenciaturas, com outras Universidades, com os Sistemas Estaduais e Municipais de Educação e com a comunidade na qual se insere. De compromisso firme com a educação básica. Espaço-tempo de ensino, de aprendizagem, de pesquisa, de extensão. De inclusão.
Em linhas gerais, o objetivo deste trabalho é apresentar a cultura do Colégio Universitário Geraldo Reis, ou seja, os modos de pensar, sentir e agir dos sujeitos nesta instituição. A culturanálise de grupos foi um dos instrumentos metodológicos adotados e que mostrou, de forma profunda, ética e respeitosa, a relação entre a norma e a vida, o instituído e o instituinte expressos no cotidiano da escola pesquisada. |