De Córdoba ao Brasil: Universidade, comunidade e a "via de mão dupla" na extensão universitária
O propósito deste trabalho é apresentar o recorte de uma investigação que estamos realizando no interior das relações entre a Reforma Universitária de Córdoba (1918) e seus possíveis efeitos ou suas influências nas universidades latino-americanas, especificamente no tópico “extensão universitária” d...
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| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2024
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| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/179893 |
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I19-R120-10915-1798932025-06-03T20:04:00Z http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/179893 De Córdoba ao Brasil: Universidade, comunidade e a "via de mão dupla" na extensão universitária Martins, Fernando José Aleixo, Antonio Carlos 2024 2024 2025-06-03T16:35:24Z pt Educación Comunidad Universidad Extensión universitaria O propósito deste trabalho é apresentar o recorte de uma investigação que estamos realizando no interior das relações entre a Reforma Universitária de Córdoba (1918) e seus possíveis efeitos ou suas influências nas universidades latino-americanas, especificamente no tópico “extensão universitária” das universidades brasileiras. Diferentemente dos demais países da região (Colômbia, Peru, Cuba, Chile, Uruguai), cujos movimentos reformistas praticamente propunham as mesmas reivindicações e demandas pautadas no “estalido” de 1918 e anos seguintes, no Brasil, dadas as condições históricas de criação de suas primeiras universidades, a plataforma de Córdoba só produziria efeito no final da década de 1950 e início de 1960, momento mais ativo do movimento universitário brasileiro, no conjunto das lutas pelas reformas de base. Até aquele momento, a história da extensão universitária, no país, pode ser considerada periférica e inexistente, se comparada às preocupações com pesquisa e ensino. Durante as duas décadas de ditadura cívico-militar, a extensão universitária brasileira realizou-se, funcionalmente, assistencialista, até que, após 1980, escoradas no ambiente de democratização da sociedade brasileira, as universidades públicas elevaram-na à condição de mecanismo auxiliar aos serviços públicos e à própria alteração do conceito de universidade. Uma das demandas internas dos fóruns, seminários e encontros foi, a partir do ano 2001, a curricularização da extensão, no limite mínimo de dez por cento em créditos. Com a finalidade de analisar as correlações temáticas entre universidade/comunidade que percorreram o século XX, em nosso continente, após 1918, escolhemos, como objeto, o parecer que trata das diretrizes atuais para políticas de extensão da educação superior brasileira. Metodologicamente, recorremos à produção bibliográfica e documentos inaugurais relativos à Reforma de Córdoba, para extrair os conceitos e significados do que seria a prática extensionista continental, na década de 1920, além dos documentos atuais que regimentam a extensão no Brasil. A análise nos levou à conclusão de que as demandas inauguradas pelos reformistas cordobeses seriam ressignificadas, no Brasil, aproximadamente 60 depois. Ainda que a expressão não apareça de forma explícita, no parecer analisado, subjaz o ponto de vista de que a extensão universitária é uma “via de mão dupla”, a irrigar a relação universidade-comunidade, cujo fundo ideológico encontrava-se já naquele início de século XX latino-americano. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación Objeto de conferencia Objeto de conferencia http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/ Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International (CC BY-NC-SA 4.0) application/pdf |
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