Conselhos de saúde: Visões "macro" e "micro"

O artigo apresenta primeiramente aspectos formais dos Conselhos de Saúde, analisando em seguida seu desempenho desde duas perspectivas dissonantes entre si. Sob uma abordagem ampla ou “macro”, mostra-se o extraordinário desenvolvimento da participação cidadã nos espaços públicos de deliberação sobre...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Maria Eliana Labra
Formato: Artículo científico
Publicado: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul 2006
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=74260111
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-046&d=74260111oai
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Sumario:O artigo apresenta primeiramente aspectos formais dos Conselhos de Saúde, analisando em seguida seu desempenho desde duas perspectivas dissonantes entre si. Sob uma abordagem ampla ou “macro”, mostra-se o extraordinário desenvolvimento da participação cidadã nos espaços públicos de deliberação sobre os mais variados assuntos setoriais, envolvendo redes reais e virtuais de interações entre uma heterogênea e densa gama de organizações da sociedade civil, junto com representantes governamentais e outros. Já desde uma ótica “micro” examinam- se os problemas, dilemas e desafios que apresentam essas arenas no seu funcionamento real, dando ênfase a questões como representação, representatividade e associativismo. Conclui-se que, embora os conselhos constituam espaços reais de educação cívica, o déficit de capital social e de engajamento cívico existente na sociedade em geral incidiria na legitimação dos conselhos enquanto arenas de decisão e na eficácia do controle social sobre a formulação e execução das políticas públicas na saúde.