"Todos desterrados, & espalhados pelo mundo": a perseguição inquisitorial de judeus e de cristãos-novos na Índia Portuguesa (séculos XVI e XVII)

O estabelecimento do Tribunal da Inquisição na Espanha (século XV) e em Portugal (século XVI) estimulou a migração de judeus e de cristãos-novos, que escolheram a Índia como um dos destinos. Porém, o Tribunal da Inquisição de Goa foi criado em 1560 para manter a ortodoxia católica nos domínios portu...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Patricia Souza de Faria
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Estadual de Londrina 2008
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=193317371003
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-038&d=193317371003oai
Aporte de:Red de Bibliotecas Virtuales de Ciencias Sociales (CLACSO) de Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales Ver origen
Descripción
Sumario:O estabelecimento do Tribunal da Inquisição na Espanha (século XV) e em Portugal (século XVI) estimulou a migração de judeus e de cristãos-novos, que escolheram a Índia como um dos destinos. Porém, o Tribunal da Inquisição de Goa foi criado em 1560 para manter a ortodoxia católica nos domínios portugueses do Oriente, conquistados a partir da chegada de Vasco da Gama à Índia em 1498. O objetivo do artigo é demonstrar a perseguição dos cristãos-novos na Índia através da análise das cartas escritas pelos inquisidores. Os cristãos-novos foram as principais vítimas da Inquisição na Península Ibérica e em Goa (no século XVI), mas denunciaram a arbitrariedade do Santo Ofício a reis e a papas. Charles Dellon, um antigo prisioneiro do Santo Ofício de Goa, denunciou as arbitrariedades da Inquisição e a publicação de seus relatos favoreceu o debate sobre a tolerância religiosa na Europa.