Redes de internacionalização da Educação Superior no Sul Global

Neste trabalho discute-se sobre redes de internacionalização da educação superior existentes na América Latina como tendências contra-hegemônicas, que vêm tecendo alternativas epistemológicas e metodológicas que resgatam a esfera pública, o compromisso com o bem comum e a justiça social. Teve-se com...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Vargas Bolzan , Doris Pires, Hollweg Powaczuk, Ana Carla, Vásquez Astudillo, Mario
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Portugués
Publicado: Núcleo de Estudios e Investigaciones en Educación Superior del MERCOSUR 2026
Acceso en línea:https://revistas.unc.edu.ar/index.php/integracionyconocimiento/article/view/51709
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Descripción
Sumario:Neste trabalho discute-se sobre redes de internacionalização da educação superior existentes na América Latina como tendências contra-hegemônicas, que vêm tecendo alternativas epistemológicas e metodológicas que resgatam a esfera pública, o compromisso com o bem comum e a justiça social. Teve-se como objetivo geral identificar tendências e proposições de internacionalização no sul global por meio da recolha de um conjunto de redes disponibilizadas na web. Como etapa inicial foi realizado um mapeamento acerca das redes de pesquisadores e coletivos acadêmicos que tem seu direcionamento à perspectiva de internacionalização no ensino superior, na América Latina. Identificamos aproximadamente 84 redes, as quais foram analisadas segundo os critérios: tipologia de redes e seus objetivos, focos, governança, benefícios; países, universidades participantes e critérios de associação. Destaca-se a existência de três tipos redes: informais, que se caracterizam por acordos de colaboração mais flexíveis, sem uma estrutura formal; semiformais, expressas por acordos com uma estrutura específica, mas sem personalidade jurídica; e, por fim, as formais: que estão organizadas com personalidade jurídica própria, estatutos, membresia, etc. Independente de suas tipologias, as redes são evidenciadas como espaços de produção de conhecimento pluriepistêmico que articulam ideais igualitários e republicanos com práticas de solidariedade e emancipação. Ao falar desde a América Latina, reafirmamos a potência das redes de conhecimento na projeção de futuros contra-hegemônicos, capazes de produzir alternativas epistemológicas e metodológicas que promovam diálogos horizontais e cooperação solidária, fortalecendo a justiça, a liberdade e a soberania dos povos.