Toponímia, Memória e Ideologia: práticas de nomeação em espaços acadêmicos

Este artigo analisa a denominação de espaços públicos acadêmicos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) à luz da Toponímia Crítica, entendida como campo interdisciplinar que articula linguagem, espaço, memória e poder. Fundamentado em aportes teóricos de Alderman (2008), Berg e Vuolteenaho (2009)...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Rafaela Simias Aragão, Cezar Alexandre Neri Santos
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Español
Publicado: Facultad de Lenguas 2025
Materias:
Acceso en línea:https://revistas.unc.edu.ar/index.php/ReDILLeT/article/view/51570
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Sumario:Este artigo analisa a denominação de espaços públicos acadêmicos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) à luz da Toponímia Crítica, entendida como campo interdisciplinar que articula linguagem, espaço, memória e poder. Fundamentado em aportes teóricos de Alderman (2008), Berg e Vuolteenaho (2009), Rose-Redwood, Alderman e Azaryahu (2010), e de recentes discussões no âmbito da Toponímia no Brasil (Carvalhinhos, 2022), o estudo pressupõe que a atribuição de nomes em espaços universitários constitui uma prática simbólica atravessada por disputas ideológicas e processos de legitimação da memória institucional. Metodologicamente, trata-se de um estudo de natureza descritivo-analítica, que combina pesquisa bibliográfica, análise documental e observação de campo sistemática em todos os campi da UFAL, cujo corpus toponímico é um recorte da dissertação de Aragão (2025). Os resultados indicam a predominância de uma memória institucional hegemônica, materializada em homenagens tradicionais, com coexistência de processos denominativos emergentes de contra-hegemonia e reparação sócio-histórica. Assim, ao conceber o espaço acadêmico como microcosmo social, a pesquisa evidencia o papel da toponímia na produção de narrativas institucionais e contribui para reflexões críticas sobre memória, ideologia e gestão simbólica do espaço nas universidades públicas brasileiras.