A construção da escuta-flânerie e a pesquisa psicanalítica no campo social [Separata] /

Neste artigo, apresentamos a construção da escuta-flânerie, um dispositivo metodológico de pesquisa psicanalítica experimentado no campo do Sistema Socioeducativo brasileiro. Trata-se de um dispositivo clínico de escuta dos sujeitos que foi construído a partir das ações de pesquisa e extensão desenv...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Gurski, Rose (Autor), Rosa, Miriam Debieux (Autor)
Formato: Libro
Lenguaje:Portugués
Materias:
Aporte de:Registro referencial: Solicitar el recurso aquí
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520 |a Neste artigo, apresentamos a construção da escuta-flânerie, um dispositivo metodológico de pesquisa psicanalítica experimentado no campo do Sistema Socioeducativo brasileiro. Trata-se de um dispositivo clínico de escuta dos sujeitos que foi construído a partir das ações de pesquisa e extensão desenvolvidas em uma instituição socioeducativa. A partir da ética da psicanálise, em conjugação com a posição do flâneur, produziu-se um modo da escuta fazer-se presente também em outros espaços que não o consultório do analista. As origens deste dispositivo remontam à metodologia iniciada por Gurski (2008) em sua tese de doutorado, na qual recolheu a noção de flânerie como posição do pesquisador psicanalista no campo social. Para a construção desta pesquisa-intervenção, utilizamos as noções de psicanálise implicada e a dimensão sociopolítica do sofrimento (Rosa, 2016). Temos ainda como uma de nossas principais premissas no campo, evocar do lado do pesquisador-psicanalista, a noção de atenção flutuante, proposta por Freud (2010a/1912) como método per si da escuta do inconsciente; do lado de quem é escutado, buscamos provocar a fala mais próxima possível da associação-livre, sempre perpassados pela ética psicanalítica do bem-dizer (Lacan, 2003/1974). Entendemos que propor a escuta de adolescentes em conflito com a lei e daqueles que se dedicam a eles no dia a dia das instituições socioeducativas é, como postulava Freud (2010a/1912), uma intervenção e, simultaneamente, uma investigação. Com a escuta-flânerie, aproximamos a Psicanálise da filosofia de Walter Benjamin, pois entendemos que a fala compartilhada pode possibilitar a criação de um espaço de narração de si e de ampliação da dimensão da experiência na vida de sujeitos em situação de sofrimento sociopolítico. Entendemos que, através da fala, sentidos podem deslizar, sendo possível criar outros destinos para o real e para o pulsional. Por fim, trazemos o diário de experiência, um dispositivo de registro da pesquisa, construído em meio aos trabalhos do NUPPEC/CNPq que nos auxilia a transitar pela aridez de algumas situações vividas na(s) instituição durante a escuta-flânerie dos sujeitos. 
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773 |d Buenos Aires : FLACSO. Programa Argentina, 2024  |t Revista Estado y políticas públicas  |g Año 12, no. 22  |x 2310-550X 
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