A perversão da agenda da saúde pública brasileira : da saúde como direito universal à cobertura universal em saúde /

O objetivo deste artigo é, através de uma análise bibliográfica e documental, esclarecer os sentidos do desmonte, em curso, do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. Para o entendimento do processo de desmonte o artigo está estruturado em três seções. Inicialmente são apresentados a trajetória do...

Descripción completa

Guardado en:
Detalles Bibliográficos
Autor principal: Mario, Tatiana Gonçalves De
Otros Autores: Barbarini, Tatiana de Andrade
Formato: Artículo
Lenguaje:Portugués
Materias:
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10469/16274
Aporte de:Registro referencial: Solicitar el recurso aquí
LEADER 02861nab a2200325 a 4500
003 AR-BaFLA
008 200611t2020 |||| r|||| 00| 0 por d
999 |c 47030  |d 47030 
037 |n Depósito reglamentario 
040 |a FLACSO Argentina  |c FLACSO Argentina 
041 0 |a por 
100 1 |9 33688  |a Mario, Tatiana Gonçalves De 
245 1 2 |a A perversão da agenda da saúde pública brasileira :   |b da saúde como direito universal à cobertura universal em saúde /   |c Por Camila Gonçalves De Mario e Tatiana de Andrade Barbarini  |h TX 
300 |a pp. 69-91 
336 |2 rdacontent  |a Texto  |b txt 
337 |2 rdamedia  |a sin mediación  |b n 
338 |2 rdacarrier  |a Volumen  |b nc 
504 |a incl. ref. 
520 |a O objetivo deste artigo é, através de uma análise bibliográfica e documental, esclarecer os sentidos do desmonte, em curso, do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. Para o entendimento do processo de desmonte o artigo está estruturado em três seções. Inicialmente são apresentados a trajetória do SUS e os preceitos básicos da Política Nacional de Atenção Básica em Saúde e da Política Nacional de Saúde Mental, programas que estão no centro das “reformas” realizadas desde o início do Governo de Jair Bolsonaro. Em seguida, analisa-se o projeto neoliberal e a Emenda Constitucional 95/2016, conhecida por Emenda do “Teto dos Gastos”, aprovada ainda durante o governo Michel Temer e seus impactos na viabilida de financeira do SUS. Serão também analisados o Plano de Governo de Jair Bolsonaro, o discurso de posse e entrevistas do Ministro Luis Henrique Mandetta, as notas técnicas e portarias do Ministério da Saúde referentes às políticas de atenção básica e saúde mental. Busca-se elucidar os argumentos mobilizados como justificadores do desmonte: um neoliberal, que busca justificar as mudanças a partir de um discurso custo-efetividade, e outro moralista-conservador, que remete a uma discussão de viés ideológico e voltada para os “valores que seriam caros ao brasileiro”. O artigo também reflete sobre a manipulação discursiva da ideia de equidade em saúde e de justiça social, cujo efeito é mascarar o principal sentido do desmonte em marcha: a implementação de um projeto afeito à proposta de Cobertura Universal em Saúde (Universal Health Coverage) da OMS. 
650 4 |9 651  |a POLITICA DE SALUD 
650 4 |9 2768  |a SISTEMA DE SALUD 
650 4 |9 1451  |a SALUD PUBLICA 
650 4 |9 2784  |a  ACCESO A LA SALUD 
650 4 |9 857  |a NEOLIBERALISMO 
651 4 |9 45  |a BRASIL 
690 |a SALUD 
700 1 |9 33689  |a Barbarini, Tatiana de Andrade 
856 4 1 |u http://hdl.handle.net/10469/16274 
942 |c ART 
773 0 |0 39627  |9 51869  |a FLACSO. Programa Argentina  |d Buenos Aires : FLACSO. Programa Argentina, 2014-  |o 51632  |t Revista estado y políticas públicas /   |x 2413-8274