Teremos ainda algum país? : reflexões sobre o bicentenário a partir de Não verás país nenhum de Ignácio de Loyola Brandão

Celebrar duzentos anos de país, além de olhar para os caminhos percorridos, é também ocasião para a reflexão sobre seu futuro, a projeção de novas trilhas, a afirmação de ideais. Olhar o passado faz entender o presente, mas, para não ser paralisante, deve projetar luz para que se desenhe e se constr...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Manzatto, Antonio
Otros Autores: Jornadas Diálogos : Literatura, Estética y Teología (4ª : 2010 : Buenos Aires)
Formato: Documento de conferencia
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2019
Materias:
Acceso en línea:https://repositorio.uca.edu.ar/handle/123456789/3651
Aporte de:
Descripción
Sumario:Celebrar duzentos anos de país, além de olhar para os caminhos percorridos, é também ocasião para a reflexão sobre seu futuro, a projeção de novas trilhas, a afirmação de ideais. Olhar o passado faz entender o presente, mas, para não ser paralisante, deve projetar luz para que se desenhe e se construa o que virá. A projeção de ideais sempre foi terreno fecundo para a literatura; pensar o futuro, o que não está aí e que ainda não é, parece ser a especialidade do poeta, “que sonha o que vai ser real”. A profecia não está distante, pois já a antiguidade afirmava o sonho como o anúncio do futuro. A teologia, em especial a cristã, afirma a presença de Deus na história humana, em eventos históricos. Para o cristianismo, a criação é um evento, assim como a encarnação e a redenção; a realidade humana e histórica é portadora de Deus, que penetra tal cenário, plenamente, na pessoa de Jesus de Nazaré. Em termos teológicos, portanto, celebrar duzentos anos é enxergar os caminhos pelos quais Deus vivenciou sua aliança conosco e nos possibilitou sermos o que somos...