A intervenção dos monges no levante das estátuas, em Antioquia (387) : um exemplo de mobilidade monástica

Resumo: Na História do Monacato, são comuns as referências às visitas regulares que os aldeões e citadinos faziam aos anacoretas e cenobitas com o propósito de obter aconselhamento espiritual ou mesmo algum favor sob a forma de milagre. Menos frequentes, no entanto, são os estudos dedicados a compre...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Ventura da Silva, Gilvan
Formato: Artículo
Lenguaje:Portugués
Publicado: Universidad Católica Argentina. Facultad de Ciencias Sociales. Departamento de Historia 2021
Materias:
Acceso en línea:https://repositorio.uca.edu.ar/handle/123456789/11694
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Sumario:Resumo: Na História do Monacato, são comuns as referências às visitas regulares que os aldeões e citadinos faziam aos anacoretas e cenobitas com o propósito de obter aconselhamento espiritual ou mesmo algum favor sob a forma de milagre. Menos frequentes, no entanto, são os estudos dedicados a compreender os motivos do deslocamento dos monges e o impacto disso na vida das populações urbanas e rurais, o que representa uma promissora via de interpretação acerca das implicações sociais do monacato, movimento que, mesmo num contexto de afirmação do cenobitismo, ou seja, da vida monástica sedentária, nunca prescindiu da mobilidade, do movimento. Nesse artigo, temos por intenção refletir sobre o papel desempenhado pelos monges do Monte Sílpios no Levante das Estátuas, que ocorre em Antioquia, a metrópole da província da Síria-Coele, em fevereiro de 387. Nosso principal objetivo é iluminar a relação de solidariedade dos monges com a pólis mediante a exploração da série de homilias sobre o episódio pronunciadas por João Crisóstomo, o principal pregador da congregação antioquena à época.