O que buscamos, afinal, quando escutamos? Ernst Bloch e o espírito utópico na música

Em Espírito da Utopia, primeira obra publicada por Ernst Bloch, somos conduzidosentre os compassos e descompassos da natureza humana. O encontro com o Si[Selbst] perpassa todo o volume e reverberar-se-á em todo corpus blochianosubsequente. Aqui, entretanto, o caráter utópico do mundo é explorado de...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Lorenzoni, Anna Maria
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Español
Publicado: Facultad de Filosofía y Letras, Universidad de Buenos Aires 2024
Acceso en línea:http://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/interlitteras/article/view/16455
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Sumario:Em Espírito da Utopia, primeira obra publicada por Ernst Bloch, somos conduzidosentre os compassos e descompassos da natureza humana. O encontro com o Si[Selbst] perpassa todo o volume e reverberar-se-á em todo corpus blochianosubsequente. Aqui, entretanto, o caráter utópico do mundo é explorado de maneiraespecial em sua manifestação sonora, de modo que Bloch nos guia a uma florestaexistencial da qual somos ou nos sentimos como se fôssemos os sons que a própriafloresta emana, confundindo-nos com ela mesma. O som escutado surge comoprotagonista na busca por um caminho capaz de dar sentido à jornada da própriaexistência – da existência que ainda-não-é. A música desempenha um papel centralnessa reflexão blochiana, e é sobre o seu caráter de expressão utópica – exploradoespecialmente na obra supracitada e em O Princípio Esperança – que nosdebruçaremos no presente artigo. Aquilo que se busca ao escutar uma peçamusical, em última instância, diz respeito à pergunta fundamental, àquela coisaperdida, ainda-não encontrada, mas pressentida e latente na obscuridade doinstante vivido. Sendo a expressão máxima do utópico, recorrer à filosofia blochianada música parece, portanto, indissociável da tarefa de compreensão do próprioprincípio esperança.