O prazer pela dor, a dor pelo prazer: sadomasoquismo e perversão em “A Pianista”, de Elfriede Jelinek

O objetivo da presente comunicação é traçar paralelos entre o romance da escritora austríaca Elfriede Jelinek, “Die Klavierspielerin” (“A Pianista”, 2011), e aspectos da teoria psicanalítica, notadamente o conceito de Sadomasoquismo.  Nos “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade” (1905), Sigmund...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Erica Schlude Wels
Formato: Trabajo revisado (Peer-reviewed)
Lenguaje:Portugués
Publicado: Congreso de la Asociación Latinoamericana de Estudios Germanísticos 2018
Materias:
Acceso en línea:http://eventosacademicos.filo.uba.ar/index.php/ALEG/ALEGXVI/paper/view/3726
https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=aleg&d=3726_oai
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Descripción
Sumario:O objetivo da presente comunicação é traçar paralelos entre o romance da escritora austríaca Elfriede Jelinek, “Die Klavierspielerin” (“A Pianista”, 2011), e aspectos da teoria psicanalítica, notadamente o conceito de Sadomasoquismo.  Nos “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade” (1905), Sigmund Freud observa que “o sádico é sempre e ao mesmo tempo um masoquista.” Posteriormente, no artigo “Uma criança é espancada” (1919), Freud insere o papel da fantasia no funcionamento do par sadismo-masoquismo, embora sem modificar sua tese sobre a primazia do Sadismo sobre o Masoquismo.  A partir de 1924, Freud postula a existência de um masoquismo originário e erógeno, em referência à Pulsão de Morte, como no “Masoquismo Feminino”:  neste, o prazer, de natureza libidinal, une-se à dor, produto da Pulsão de Morte.  Tais aspectos caracterizam a protagonista Erika, a professora de piano da obra de Jelinek, cujo dia-a-dia é marcado pela relação com a mãe dominadora e suas fugas constantes à casas de prostituição e a parques, em busca de voyerismo.  Quando um jovem estudante do conservatório empenha-se em seduzir Erika, a face da mestre é ainda melhor delineada, na complexidade e desconcerto que o tema em pauta apresenta.