Literatura e perspectivismo ameríndio

Este trabalho propõe pensar de que forma a renúncia de identidade, o fracasso do eu do sujeito implicado na literatura, de que nos fala Maurice Blanchot, revela uma abertura a um outro (J’est un autre, determina a famosa máxima de Rimbaud), a outros pontos de vista, que se constituem na própria escr...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Ana Carolina Cernicchiaro
Formato: Trabajo revisado (Peer-reviewed)
Lenguaje:Portugués
Publicado: Congreso Internacional de Letras 2018
Acceso en línea:http://eventosacademicos.filo.uba.ar/index.php/CIL/IV-2010/paper/view/2879
https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=cil&d=2879_oai
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Sumario:Este trabalho propõe pensar de que forma a renúncia de identidade, o fracasso do eu do sujeito implicado na literatura, de que nos fala Maurice Blanchot, revela uma abertura a um outro (J’est un autre, determina a famosa máxima de Rimbaud), a outros pontos de vista, que se constituem na própria escritura. Assim como no perspectivismo ameríndio – Lévi-Strauss definia a arte como parque natural do pensamento selvagem no pensamento domesticado -, na literatura, mais do que qualquer perseverança no ser ou fixação de identidade, o que interessa é justamente a instabilidade, a desterritorialização, o contato, o contágio, o devir.