Kafka e a condição humana: uma chave de leitura dialética

O objetivo desta proposta de reflexão é conceber um entrecruzamento das ideias de Jean-Paul Sartre, que estão presentes em Crítica da razão dialética (primeiro tomo lançado em 1960) e encaminham a perspectiva teórica desse trabalho, com as narrativas literárias elaboradas pelo escritor austro-húngar...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Ubiratan Pinto
Formato: Trabajo revisado (Peer-reviewed)
Lenguaje:Portugués
Publicado: Congreso Internacional de Letras 2018
Acceso en línea:http://eventosacademicos.filo.uba.ar/index.php/CIL/VI-2014/paper/view/2158
https://repositoriouba.sisbi.uba.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=cil&d=2158_oai
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Sumario:O objetivo desta proposta de reflexão é conceber um entrecruzamento das ideias de Jean-Paul Sartre, que estão presentes em Crítica da razão dialética (primeiro tomo lançado em 1960) e encaminham a perspectiva teórica desse trabalho, com as narrativas literárias elaboradas pelo escritor austro-húngaro Franz Kafka, dentre as quais podem ser citadas A metamorfose (1912), O processo (1925) e O castelo (1926). Com referência aos tipos humanos representados no universo perplexamente absurdo da ficção kafkiana face à filosofia de Sartre, especula-se sobre o discernimento que tais personagens adquirem sobre o sentido de suas vidas e a respeito do modo pelo qual eles dialogam em liberdade (ou não) com o mundo. Protagonistas extremamente conscientes acerca de si mesmos e inteirados das vicissitudes humanas e do que a vivência pode lhes proporcionar, as representações desses perfis também possibilitam que se encontre uma provável correspondência com o delineamento de sujeitos engendrados historicamente a partir de uma realidade muitas vezes conflituosa e enigmática, construída pelo próprio indivíduo que nela se integra. Assim, a sistematização dessa análise estrutura-se a partir da relação entre a teoria dialética sartriana e a prosa labiríntica de Kafka, isto é, da literatura que, enquanto movimento de ruptura com modelos de pensamento reacionários, espelha a condição integralmente humana de heróis no plano ficcional, justificando o caráter dialético da imprescindibilidade de palavras para tornar inteligível a dimensão humanizada e historicizada das relações entre os sujeitos, independente de serem esses reais ou imaginários.