Despertando de sonhos intranquilos: a relação tensional entre a escola e a burocracia
Proponho, no presente artigo, pensar a articulação entre escola e burocracia, compreendendo o funcionamento e articulação do “aparato burocrático” nas escolas, extraindo as consequências para o processo de subjetivação e singularização dos sujeitos. Para tanto, pa...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Artículo revista |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad Ciencias Humanas. Núcleo de Estudios Educacionales y Sociales (NEES)
2014
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://www.ridaa.unicen.edu.ar/xmlui/handle/123456789/433 |
| Aporte de: |
| Sumario: | Proponho, no presente artigo, pensar a articulação entre escola e burocracia,
compreendendo o funcionamento e articulação do “aparato burocrático” nas escolas, extraindo as consequências para o processo de subjetivação e singularização dos sujeitos.
Para tanto, parto dos estudos realizados por Max Weber (1864-1920), explicitando que ainda há uma gestão burocrática nas escolas entravando o desenvolvimento da cidadania e a formação do sujeito, enquanto indivíduo singular. Como o sociólogo está preocupado em explicar o funcionamento do modelo de gestão burocrático, elaborando uma tipologia da dominação por meio de uma análise empírica, não é apropriado buscar nele juízos normativos ou condições de possibilidade para a superação da relação entre escola e burocracia. Ademais, atento para a crítica de Jürgen Habermas (1929 -), explicando que a análise de Weber pode ser determinista na medida em que opera com um conceito reduzido de “racionalidade”. Habermas distingue “sistema” de “mundo da vida”, sendo que um é o espaço da racionalidade e da ação instrumental e o segundo da racionalidade e da ação comunicativa. Assim, garante a possibilidade de resistência e emancipação frente às possíveis patologias sociais, que podem ser encontradas, alegoricamentente, no livro O castelo , de Franz Kafka (1883-1924), em que se apresentam os limites e as consequências da burocracia para a singularização dos sujeitos. Por fim, ancorado em Hannah Arendt (1906-1975), parto do pressuposto de que a educação pode vir a contribuir com a esperança na superação da burocracia, por meio do “ensaio” para a vida pública, em que os estudantes são preparados para atuarem e fundarem novos corpos políticos, rompendo com estruturas burocráticas de relação, gestão e avaliação no interior de instituições educacionais. |
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