Expectativas de futuro e crise do capital : um estudo com jovens acolhidos em instituições de campos dos Goytacazes / RJ.

Este texto é baseado em pesquisa desenvolvida no Núcleo de Infância, Juventude e Políticas Públicas (NIJUP) do Curso de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense, polo de Campos dos Goytacazes- RJ, em parceria com a Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ). O objetivo da pesquis...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Viana Ford, Juliana
Formato: Artículo revista
Lenguaje:Portugués
Publicado: Universidad Nacional del Centro de la Provincia de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Humanas 2019
Materias:
Acceso en línea:https://www.ridaa.unicen.edu.ar/handle/123456789/2469
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Sumario:Este texto é baseado em pesquisa desenvolvida no Núcleo de Infância, Juventude e Políticas Públicas (NIJUP) do Curso de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense, polo de Campos dos Goytacazes- RJ, em parceria com a Fundação Municipal da Infância e Juventude (FMIJ). O objetivo da pesquisa é analisar as conexões entre os projetos de vida de jovens adolescentes que vivem em instituições de acolhimento e a experiência social do tempo predominante na sociedade brasileira, considerando que a relação do indivíduo com o tempo pressupõe a existência de condições objetivas específicas que compreendem o espaço da experiência. Um dos pressupostos teóricos da investigação é o entendimento da juventude como uma categoria que extrapola o limite etário, sendo constituída por múltiplos aspectos. Compreende um grupo heterogêneo, construído sob estruturas de classe ou estratificações sociais, cujo conceito está em disputa e se sujeita às transformações sócio-históricas (Santana, 2011: 2). No Brasil, a ideia de juventude que habita o senso comum carrega sentidos contrários: é vista como irresponsável e até criminosa, ainda que considerada o futuro da nação. (Pais, 1990: 141). Um outro é a relação tempo/espaço, que no caso desta pesquisa corresponde às experiências dos indivíduos sob as circunstâncias do funcionamento das instituições de acolhimento - em certo espaço físico, com regras e profissionais que compõem o cotidiano dos jovens. Pois, o indivíduo se constitui como tal ao passo em que se insere nas relações sociais e as reproduz, assim como os processos sociais são produzidos pelos indivíduos através das suas ações. Indivíduo e ser social formam uma unidade dialética, bem como tempo e espaço, e para conhecê-los na sua essência, como parte de uma totalidade multideterminada, dinâmica e contraditória, é necessário submetê-los à análise histórica.