Cacos de cerâmica e fazendas camponesas: o campesinato itálico nas categorias de classificação de sítios nos levantamentos de superfície

Os dados produzidos por projetos de levantamento de superfície realizados na Itália central nas últimas décadas têm sido amplamente utilizados para o estudo do campesinato romano. Tal uso desses dados é tributário do esquema de classificação utilizado para interpretar esses vestígios arqueológicos,...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Knust, José
Formato: Objeto de conferencia
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2015
Materias:
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/74543
http://encuentrosocprecapitalistas.fahce.unlp.edu.ar/iii-encuentro-2015/actas/Knust.pdf/view
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Descripción
Sumario:Os dados produzidos por projetos de levantamento de superfície realizados na Itália central nas últimas décadas têm sido amplamente utilizados para o estudo do campesinato romano. Tal uso desses dados é tributário do esquema de classificação utilizado para interpretar esses vestígios arqueológicos, fundamentado sobretudo nas categorias “Villa” e “Small Farm”. Ambas são determinadas por um debate préestabelecido sobre a crise do campesinato e ascensão da “villa escravista” e por imagens pré-concebidas sobre o que é uma “propriedade escravista” e uma “propriedade camponesa”. Neste texto, pretendo levantar algumas questões sobre o que considero serem as premissas básicas que fundamentam a imagem de uma “propriedade camponesa” subjacente à este modelo interpretativo. Acredito que essa imagem está fundamentalmente ligada a uma visão tradicional e superada de campesinato (visto como um grupo social atrasado, isolado, voltado para a mera produção de sua autossubsistência) e que pode ser questionada tanto em termos teórico-conceituais quanto a partir de algumas recentes escavações de sítios arqueológicos provavelmente ligados ao campesinato itálico.