Análise preliminar da toxicidade aguda e dose letal mediana (DL50) comparativa entre os frutos de Pimenta-do-Reino do Brasil (Schinus terebinthifolius Raddi) e Pimenta do Reino (Piper nigrum L.)

No presente trabalho, procurou-se avaliar a toxicidade aguda comparativa entre duas espécies de pimentas extensamente utilizadas na culinária brasileira. A Schinus terebinthifolius Raddi (pimenta-doreino do Brasil) é encontrada com frequência em supermercados e outros estabelecimentos comerciais,...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Pires, Oscar César, Corsi Taquemasa, Andréia Viviane, Akisue, Gokithi, Oliveira, Fernando de, Pulz Araujo, Carlos Eduardo
Formato: Articulo
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2004
Materias:
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/6636
http://www.latamjpharm.org/trabajos/23/2/LAJOP_23_2_1_10_245QQHC1QV.pdf
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Descripción
Sumario:No presente trabalho, procurou-se avaliar a toxicidade aguda comparativa entre duas espécies de pimentas extensamente utilizadas na culinária brasileira. A Schinus terebinthifolius Raddi (pimenta-doreino do Brasil) é encontrada com frequência em supermercados e outros estabelecimentos comerciais, sendo empregada como condimento ou até mesmo fraudando a tradicional pimenta-do-reino (Piper nigrum L.), porém sem a existência de trabalhos científicos que assegurem sua inocuidade ou riscos para o consumo humano. Para tanto os extratos brutos dos frutos de Schinus terebinthifolius Raddi e Piper nigrum L. foram administrados per os em dose única a camundongos em concentrações crescentes (2-5 g.Kg-1) para a avaliação de seu "Screening Hipocrático" e determinação da dose letal mediana (DL50) pela administração per os e intraperitoneal (ip). A administração per os revelou valor estimado de DL50 para ambas pimentas superior a 5 g.Kg-1, já pela via ip os resultados de DL50 para a Schinus terebinthifolius Raddi e Piper nigrum L. foram 3.5 e 3.714 g.Kg-1 respectivamente. A espécie Piper nigrum L. nas primeiras 12 h de análise do "Screening Hipocrático" evidenciou efeito depressor sobre os parâmetros atividade geral, resposta ao toque, reflexo de endireitamento e tônus do corpo, manifestações estas que reverteram espontâneamente nas primeiras 24 h de observação. Os resultados obtidos revelaram uma baixa toxicidade oral de ambas pimentas quando administradas a camundongos (5 g.Kg-1, per os), dose esta 2.500 vezes superior ao consumo diário pelo ser humano de Piper nigrum L.