Etnoconhecimento associado às amoreiras-brancas (Rubus spp.) ocorrentes na Floresta Ombrófila Mista, Santa Catarina, Brasil

Amoreiras-brancas (Rubus spp.) são espécies frutíferas nativas da Floresta Ombrófila Mista, ecossistema predominante no Sul do Brasil. O objetivo deste trabalho foi sistematizar o etnoconhecimento associado ás amoreiras-brancas. Foram abordados os seguintes aspectos: histórico e potencial de uso de...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Couto Waltrich, Cibelle, Boff, Pedro, Boff, Mari Inês Caríssimi
Formato: Articulo
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2017
Materias:
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/61783
http://www.agro.unlp.edu.ar/revista/index.php/revagro/article/view/124/789
Aporte de:
Descripción
Sumario:Amoreiras-brancas (Rubus spp.) são espécies frutíferas nativas da Floresta Ombrófila Mista, ecossistema predominante no Sul do Brasil. O objetivo deste trabalho foi sistematizar o etnoconhecimento associado ás amoreiras-brancas. Foram abordados os seguintes aspectos: histórico e potencial de uso de amoreiras-brancas, aspectos socioeconômicos dos informantes, nome comum da planta, manejo das plantas, formas de consumo, época de frutificação e sabor dos frutos. O estudo demonstrou serem os agricultores mantenedores de amoreiras-brancas. O uso mais frequente era na forma de frutos frescos e para chás de folhas, flores e raízes. A maioria dos entrevistados (32) utilizam a amoreira-branca como medicinal. Entre os informantes, trinta e quatro afirmavam que aprenderam sobre o uso de plantas medicinais com os pais, incluindo a amoreira-branca. Todos informantes tinham livre acesso ás plantas em suas propriedades ou em terreno de vizinhos e seis informantes não utilizavam/desconheciam a forma de uso medicinal da espécie. As indicações terapêuticas de maior uso da amoreira-branca foram: diabetes (27), colesterol (19) e pressão alta (9). A parte da planta mais citada para uso medicinal era a folha, com apenas uma citação para utilização de flores e raízes. O modo de administração se dava por via na forma de chá por infusão. O consumo in natura dos frutos era feito de forma eventual. Embora a espécie seja negligenciada pelos consumidores urbanos, a amoreira-branca pode se constituir em alternativa de renda para pequenos agricultores e fonte nutracêutica para residentes no Planalto Sul Catarinense, cultivando-a para produção de frutos, como planta ornamental e/ou medicinal.