Agroecologia e as desigualdades regionais no Rio Grande do Sul-Brasil
Nos últimos anos a produção nacional do setor agropecuário cresceu consideravelmente em volume no Brasil, mesmo que quase a totalidade seja de commodities para exportação. A demanda por alimentos no mercado interno também, cresceu muito e isso se deve principalmente pela melhoria da qualidade de vi...
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| Autores principales: | , , |
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| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2015
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/57540 http://memoriasocla.agro.unlp.edu.ar/pdf/A2-221.pdf |
| Aporte de: |
| Sumario: | Nos últimos anos a produção nacional do setor agropecuário cresceu consideravelmente em volume no Brasil, mesmo que quase a totalidade seja de commodities para exportação.
A demanda por alimentos no mercado interno também, cresceu muito e isso se deve principalmente pela melhoria da qualidade de vida e dos níveis de renda da população brasileira nas ultimas décadas. Mas mesmo com o aumento de renda e a diminuição da pobreza as desigualdades regionais permanecem em todo o Brasil. E isso não é exclusivo das macros regiões Norte e Nordeste, pois mesmo no Sul a pobreza permanece em muitas regiões, especialmente no meio rural. Neste sentido, o estudo da agroecologia como modelo de desenvolvimento que pode ser expandido para várias regiões empobrecidas, promovendo o bem estar sócio-econômico-ambiental e cultural dos agricultores familiares é cada dia mais necessário. Pois a agroecologia, interage nas relações de vizinhança, na organização do sistema produtivo, nos modos de vida, na sucessão familiar, enfim é uma ciência completa e sistêmica. Assim, mais do que discutir políticas públicas para o combate as desigualdades regionais e do setor rural brasileiro, nosso interesse neste trabalho foi apreender em que medida a agroecologia contribui para que à agricultura familiar nas comunidades rurais empobrecidas possam com a maior rapidez alcançar níveis de qualidade de vida satisfatórios. No Rio Grande do Sul nas últimas décadas, foram organizadas implantadas muitas politicas públicas para amenizar e /ou resolver as desigualdades regionais, Foram criados conselhos, fóruns paritários entre governos e sociedade civil buscando encontrar soluções para os diferentes problemas. E muitas iniciativas foram implementadas, algumas regiões priorizaram os distritos industrias, por exemplo e outras a melhoria da produção agropecuária via agregação de valor com agroindústrias familiares que começaram a beneficiar parte da produção primária. Outras tantas optaram por desenvolver ainda mais a produção agropecuária vinculada ás exportações ou aos biocombustíveis. E algumas a partir de Politicas Públicas Nacionais optaram por viabilizar os agricultores familiares através da integração de sua produção agroecológica aos mercados institucionais como a merenda escolar e atendimento as redes sociais como Hospitais, creches, e famílias em vulnerabilidade socioeconômica, por exemplo. Mas o que deve se destacar é as iniciativas que fomentaram a agroecologia priorizando a segurança alimentar de milhares de famílias de agricultores ou parceiros que realmente apresentam situações de melhoria da qualidade de vida e de equilíbrio regional. Neste sentido este artigo, analisa como as politicas públicas que priorizam a agroecologia como modelo de produção agropecuária pode contribuir para amenizar a pobreza e as desigualdades regionais no Rio Grande do Sul. |
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