Agroecologia, soberania alimentar e saberes tradicionais na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru
O campo brasileiro vivenciou desde os anos de 1980 um intenso processo de modernização agrícola, com a expansão do grande capital voltado para a produção de commodities e o crescente ofuscamento da agricultura camponesa baseada no trabalho familiar. Em decorrência desse fenômeno, muitas das práticas...
Guardado en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2015
|
| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/54996 http://memoriasocla.agro.unlp.edu.ar/pdf/B5-301.pdf |
| Aporte de: |
| Sumario: | O campo brasileiro vivenciou desde os anos de 1980 um intenso processo de modernização agrícola, com a expansão do grande capital voltado para a produção de commodities e o crescente ofuscamento da agricultura camponesa baseada no trabalho familiar. Em decorrência desse fenômeno, muitas das práticas e saberes dos povos tradicionais foram sendo esquecidos e/ou descaracterizados ou subjugados à marginalidade, ante aos discursos enviesados que servem a um poder hegemônico. Desde os anos de 1990, temas como agroecologia (Caporal, Paulus, e Costabeber, 2009; Guzman, 2004 e Costa Neto, 2008) e soberania alimentar passaram a ser incorporados aos debates relacionados à questão agrária latino americana, como resultado dos diversos movimentos de resistência à lógica moderno-expansionista do grande capital em seu afã para assumir o controle das sementes, da terra e da água. Nesse sentido, a agroecologia passa a ser considerada como uma estratégia anticapital, colocando em evidência a necessidade de fazer o enfrentamento aos ditames dos conglomerados agroalimentares. |
|---|