As entranhas da colonialidade do saber: notas sobre a relação entre povos indígenas e Estado em contextos latino-americanos
A partir de recentes pesquisas de campo dedicadas a examinar a interface entre comunidades indígenas e instituições estatais no Brasil e na Bolívia, pretende-se examinar com maior profundidade os modos de operação, reprodução e legitimação da chamada colonialidade do poder - categoria dos estudos pó...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2014
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/54719 http://jornadassociologia.fahce.unlp.edu.ar/viii-jornadas/viii-jornadas-2014/PONmesa18Hashizume.pdf |
| Aporte de: |
| Sumario: | A partir de recentes pesquisas de campo dedicadas a examinar a interface entre comunidades indígenas e instituições estatais no Brasil e na Bolívia, pretende-se examinar com maior profundidade os modos de operação, reprodução e legitimação da chamada colonialidade do poder - categoria dos estudos pós-coloniais/descoloniais apresentada pelo sociólogo peruano Aníbal Quijano que ganhou projeção pela ênfase que dá à continuidade de padrões coloniais de tomada de decisões, mesmo com o fim do processo histórico e formal de colonialismo político. Entre os distintos pontos analisados, um dos que emergem com maior destaque para a compreensão da colonialidade do poder é aquele que se esconde por trás da ideia de nação, fundamento dos projetos políticos que sustentam o Estado nos diferentes contextos. Entende-se, portanto, que sem uma profunda desconstrução (histórica, epistemológica e ontológica) da nação, construída conforme os moldes estabelecidos pelo colonialismo interno e suas articulações com o sistema-mundo ocidental e capitalista dominante, os debates em torno do Estado, nas ex-colônias europeias da América Latina hoje “emancipadas”, tendem a se limitar a aspectos superficiais, sem tocar nas lógicas coloniais de exclusão.
Há, contudo, experiências protagonizadas por povos indígenas em ambos os países no sentido da construção de outros paradigmas de políticas públicas. |
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