Patrimônio preterido: a primeira rodoviária de Salvador
Este trabalho tem com objetivo resgatar a história e a memória de um especial exemplar do patrimônio moderno baiano: a primeira Estação Rodoviária de Salvador. Construída num importante momento de urbanização modernizadora e rodoviarisita (Silva, 1989), estratégica tanto para a capital quando para o...
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| Autor principal: | |
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| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2015
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/51232 http://congresos.unlp.edu.ar/index.php/CA/CA2015/paper/view/2867/628 |
| Aporte de: |
| Sumario: | Este trabalho tem com objetivo resgatar a história e a memória de um especial exemplar do patrimônio moderno baiano: a primeira Estação Rodoviária de Salvador. Construída num importante momento de urbanização modernizadora e rodoviarisita (Silva, 1989), estratégica tanto para a capital quando para o Estado, levantaremos e investigaremos aqui os processos que levaram à sua depreciação, descaracterização e subutilização. Inaugurada em 1963, projeto dos arquitetos mais importantes na Bahia (Diógenes Rebouças e Assis Reis), a Estação é uma das mais importantes obras do século XX no Estado da Bahia. Contudo, sua implantação articuladora, seu arrojo volumétrico e experimentalismo técnico não foram suficientes para impedir o descaso e a degradação sofridos desde a desativação do seu uso original, sendo então objeto de sucessivas modificações que enfraqueceram sua relação com a cidade, sua monumentalidade e beleza, seu protagonismo e espacialidade. Hoje na antiga Rodoviária muito dificilmente reconhecem-se traços da sua singular beleza, muito podado o seu antigo convite à participação e à integração com a cidade. Mesmo cerceada por inúmeras espúrias, que deturpam o seu espaço e a impedem de alcançar o antigo arrebatamento e encantamento, ainda se faz possível, felizmente, o seu resgate enquanto patrimônio moderno, ímpar em historicidade e artisticidade. |
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