Variação e mudança no português da amazônia: uma análise do marcador pragmático extra-cláusula tá no falar santareno (Estado do Pará)
Este trabalho é orientado pela vertente funcionalista da linguagem, que estuda a estrutura linguística associada a fatores comunicativos. Nosso objetivo é identificar e analisar a multifuncionalidade do marcador pragmático extra-cláusula <i>tá</i> na comunidade de fala do município de Sa...
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| Autores principales: | , |
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| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2012
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/42708 http://jornadasfilologiaylinguistica.fahce.unlp.edu.ar/v-jornadas/Pena-FerreiradeLimaGomes.pdf/view |
| Aporte de: |
| Sumario: | Este trabalho é orientado pela vertente funcionalista da linguagem, que estuda a estrutura linguística associada a fatores comunicativos. Nosso objetivo é identificar e analisar a multifuncionalidade do marcador pragmático extra-cláusula <i>tá</i> na comunidade de fala do município de Santarém, localizado a oeste do estado do Pará (PA). Considerando o processo de gramaticalização, compreendido como o processo de mudança linguística pelo qual um item e/ou construção lexical torna-se gramatical ou um item e/ou construção gramatical torna-se ainda mais gramatical (Hopper & Traugott,1993), apresentamos os diferentes usos do verbo <i>estar</i>, isto é, a coocorrência de seus usos como verbo lexical (estar, como em <i>Ele está em casa</i>), verbo funcional (como em <i>Ele está cansado</i>), verbo auxiliar (<i>estar + Vndo</i>, como em <i>Ele está escrevendo</i>) e como marcador pragmático (<i>tá</i>, como em <i>vou descrever agora a sala, tá?</i>). Etimologicamente, o verbo <i>estar</i> resulta da forma latina <i>stãre</i>, cujo significado indicava localização física no espaço era empregada com sentido locativo. Após investigação preliminar dos usos dessa forma, levantamos a hipótese de que o verbo ESTAR sofre o processo de gramaticalização o que explica os diferentes usos do verbo e a migração do item TÁ para a categoria dos marcadores pragmáticos extra-cláusulas (Dik, 1997; Hengeveld E Mackenzie,2008). Entendemos por marcadores pragmáticos extra-cláusulas expressões que não podem ser analisadas nem como cláusulas nem como fragmentos de cláusula. Os resultados confirmam nossa hipótese e apontam que o marcador TÁ desempenha as seguintes funções: de afirmação, de iniciador de tópico, de finalizador, de sequenciador e de checador. Como nossa abordagem é funcionalista, valemo-nos de dados reais da língua, constituímos um <i>corpus</i> de ocorrência do item em causa, extraído de textos do tipo Narrativa de Experiência Pessoal e Descrição de Local que constituem o <i>Corpus</i> de Textos Orais do Português Santareno – CTOPS organizado por Pena-Ferreira e Lima-Gomes (2010). |
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