Abundância e democracia: imagens dos Estados Unidos como ideologia da americanização no Brasil (1890-1914)
Com o advento da República (1889), o Brasil passa a reorientar de forma significativa sua inserção internacional no sentido de um relativo afastamento da órbita tradicional européia, com uma participação mais efetiva no sistema continental, cuja construção, a nível político e econômico, então aceler...
Guardado en:
| Autor principal: | |
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| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2002
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/38519 |
| Aporte de: |
| Sumario: | Com o advento da República (1889), o Brasil passa a reorientar de forma significativa sua inserção internacional no sentido de um relativo afastamento da órbita tradicional européia, com uma participação mais efetiva no sistema continental, cuja construção, a nível político e econômico, então acelerava-se sob a liderança dos Estados Unidos, como potência internacional emergente. O estreitamento das relações bilaterais com Washington punha-se, assim, na ordem do dia para a república brasileira, associando-se, inclusive, com a própria consolidação interna do novo regime, cujos oposicionistas de variados matizes opunham-se, não por acaso, àquela linha de política externa. Nessa perspectiva, o presente trabalho busca analisar a produção discursiva de dois expoentes da intelectualidade brasileira do contexto, Joaquim Nabuco e Manuel de Oliveira Lima, enquanto paradigma de uma ideologia da americanização, que buscava colocar o referido processo acima dos interesses políticos internos em conflito. Procura-se aqui destacar particularmente as imagens da economia e da política norte-americanas construídas como modelos para a América Latina e especialmente para o Brasil. |
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