Lechiguana em bovinos: aspectos patogênicos

Dois bovinos foram infectados com larvas de <i>Dermatobia hominis</i> na região escapular esquerda, e o local de infecção de um dos bovinos foi inoculado com <i>Mannheimia granulomatis</i>. Aos sete, 14, 21 e 28 dias, foram feitas biópsias cirúrgicas dos locais de inoculação...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Ladeira, S., Riet Correa, Franklin, Bonel Raposo, Josiane, Pacheco, Cléia Cardoso, Gimeno, Eduardo Juan, Portiansky, Enrique Leo
Formato: Articulo
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2010
Materias:
bos
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/38254
http://www.scielo.br/pdf/cr/v40n4/a550cr1772.pdf
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Descripción
Sumario:Dois bovinos foram infectados com larvas de <i>Dermatobia hominis</i> na região escapular esquerda, e o local de infecção de um dos bovinos foi inoculado com <i>Mannheimia granulomatis</i>. Aos sete, 14, 21 e 28 dias, foram feitas biópsias cirúrgicas dos locais de inoculação das larvas para posterior estudo histológico, imuno-histoquímico e avaliação por microscopia eletrônica de transmissão. No bovino infectado somente com as larvas, as lesões histológicas se caracterizaram por dermatite eosinofílica, infiltrado de células mononucleares e proliferação de tecido conjuntivo. A inoculação simultânea de <i>Dermatobia hominis</i> e <i>Mannheimia granulomatis</i> provocou adicionalmente linfangite e microabscessos eosinofílicos, similares aos observados em casos espontâneos da enfermidade. Na amostra coletada aos 28 dias após a infecção bacteriana, foi observada, tanto na imuno-histoquímica, como por meio da microscopia eletrônica, a presença de corpos bacterianos aparentemente intactos no interior de fagossomas macrofágicos, sugerindo que a bactéria permanece dentro dos macrófagos até que algum fator desconhecido desencadeie o desenvolvimento da enfermidade. A <i>Mannheimia granulomatis</i> foi isolada de larvas coletadas aos 42 dias após a inoculação, demonstrando que a bactéria pode sobreviver por algum tempo na larva de <i>Dermatobia hominis</i>. Os dados do trabalho indicam que as larvas de </i>Dermatobia hominis</i> podem atuar como um fator contribuinte para o desenvolvimento da paniculite fibrogranulomatosa proliferativa.