Interfaces imagéticas das seqüelas da modernidade em Jundiaí
A apatia da análise dos ambientes urbanos é fruto da incompreensão da cidade como um conjunto onde a ação antrópica, nos tempos da globalização, se explicita de forma depredatória. O presente ensaio versa sobre a constituição imagética de uma cidade mediana do interior paulista. O objetivo principal...
Guardado en:
| Autores principales: | , |
|---|---|
| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2012
|
| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/26732 http://www.congresos.unlp.edu.ar/index.php/CCMA/7CCMA/paper/view/1126 |
| Aporte de: |
| Sumario: | A apatia da análise dos ambientes urbanos é fruto da incompreensão da cidade como um conjunto onde a ação antrópica, nos tempos da globalização, se explicita de forma depredatória. O presente ensaio versa sobre a constituição imagética de uma cidade mediana do interior paulista. O objetivo principal é tentar desvendar como um grupo específico de alunos da Universidade, apelando ás recriações de mapas mentais e tarefas perceptivas, consegue decodificar as características do centro de Jundiaí. Aplicaram-se testes individuais (entrevistas e desenhos) e grupais que evidenciaram a força imagética da Praça e Igreja de Jundiaí. O conjunto restante de espaços públicos e edificações aparece diluído e debelado á percepção dos estudantes. Grosso modo as respostas explicitam que a percepção destes indivíduos tem um filtro sincrético forte. As composições da realidade distam dos limiares da legibilidade e coesão necessários para sua compreensão. Nas entrevistas são focados com insistência aspectos a-espaciais que não subsidiam ostentam abordagens superficiais. Conclui-se que um grupo que possui o domínio de habilidades espaciais não garante necessariamente bons desempenhos. Os resultados são intrigantes, pois explicitam níveis análogos de pessoas com percepção “normal”. Acredita-se que existam duas vertentes amplas e mais proeminentes que possam explicar os resultados: a primeira é a conspiração de uma morfologia urbana com pregnância imagética incipiente, isto é, o centro urbano está altamente permeado por feições (diluídas e explicitas) dos aspectos civilizatórios da globalização urbanoarquitetônica presentes no mundo e nas cidades latino-americanas. Desta assertiva se desprende o segundo tópico que nos envereda pelos efeitos de uma superexposição ás atividades desenvolvidas nos espaços intra-domiciliares (mídias, internet, etc.) ás avessas do espaço público e que alavanca o detrimento da vivência e de aspectos perceptivos primários. Estes itens nos alertam para abordar estudos de educação ambiental voltados á questão urbana capazes de equacionar os descompassos salientados neste artigo. |
|---|