Xilotafoflora da Formação Solimões, Neógeno, Alto Juruá, Acre, Amazônia Ocidental, Brasil

Neste trabalho serão apresentados troncos fósseis da Formação Solimões (Neógeno), Rio Juruá, estado do Acre, Amazônia Ocidental, Brasil. Os exemplares provêem da região entre a cidade de Marechal Thaumaturgo e o limite com o Peru. Os principais antecedentes desta Formação são estudos geológicos e pa...

Descripción completa

Guardado en:
Detalles Bibliográficos
Autores principales: Kloster, Adriana, Gnaedinger, Silvia, Adami Rodrigues, Karen
Formato: Objeto de conferencia Resumen
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2010
Materias:
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/16893
Aporte de:
Descripción
Sumario:Neste trabalho serão apresentados troncos fósseis da Formação Solimões (Neógeno), Rio Juruá, estado do Acre, Amazônia Ocidental, Brasil. Os exemplares provêem da região entre a cidade de Marechal Thaumaturgo e o limite com o Peru. Os principais antecedentes desta Formação são estudos geológicos e paleontológicos sobre a megafauna dos vertebrados e não são conhecidos trabalhos, exceto alguns resumos sobre a paleoflora desta Região da Amazônia. Este é um apenas um primeiro estudo de uma série de trabalhos que tem como objetivo avaliar a xilotafoflora da Formação Solimões. A primeira amostra analisada de tronco fóssil revelou porosidade difusa, vasos em maioria solitários, placas de perfuração simples, pontuações alternas e ornamentadas, parênquima axial do tipo paratraqueal, unilateral, vasicêntrico, aliforme e confluente, raios homogêneos Tipo I B de Kribs, 1-2 seriados, a este espécime relacionamos a subfamília das leguminosas (Fabaceae), mas estritamente as Caesalpinioideae. A segunda amostra fóssil revelou porosidade do tipo difusa, vasos em maioria solitários ou múltiplos (2-3-4), placas de perfuração simples, pontuações do tipo alternas, parênquima axial paratraqueal vasicêntrico escasso. Raios heterogêneos Tipo II B de Kribs com presença de tubos laticíferos e 1 cristal por célula nas células quadradas superiores e presença de fibras septadas, relacionando se assim a família Moraceae. O estabelecimento da vegetação atual da Amazônia sul Ocidental, ocorreu durante o intervalo Paleógeno - Neógeno, portanto a importância dos estudos paleofloristicos do Vale do Juruá são indispensáveis para o entendimento dos fatores que modelaram a origem da flora moderna, bem como os padrões de distribuição e sua diversidade.