Prometeu, Epimeteu e Pandora: corpo, técnica e tecnologia em “Black mirror”

Este ensaio tem como objetivo sustentar o pressuposto de que o seriado Black Mirror apresenta uma perspectiva prometeica trágica frente as relações do corpo com a técnica. Sustenta-se tal hipótese na medida em que na maioria de seus episódios o corpo manipulado pelas técnicas opta, frente ao enredo...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Zoboli, Fabio, Galak, Eduardo Lautaro
Formato: Articulo
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2018
Materias:
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/159628
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Descripción
Sumario:Este ensaio tem como objetivo sustentar o pressuposto de que o seriado Black Mirror apresenta uma perspectiva prometeica trágica frente as relações do corpo com a técnica. Sustenta-se tal hipótese na medida em que na maioria de seus episódios o corpo manipulado pelas técnicas opta, frente ao enredo trágico criado pela narrativa, retornar a uma condição natural (precária) já superada pelo uso da tecnologia em voga no episódio. A série se pauta numa narrativa na qual o homem prefere “recuar sua caminhada em direção a deus” assumindo sua condição de estar “atado às correntes de Zeus”. Alinhada à promessa prometeica sobre técnica, Black Mirror mostra a tragédia da humanidade imersa na (com)fusão entre a natureza e a técnica. Nesse sentido, a temática do virtual é recorrentemente utilizada no seriado, e retomada como categoria para tencionar o objetivo do ensaio.