Manoel Bomfim e os laboratórios de psicologia no Brasil: em busca de uma historiografia nãocolonizada

O trabalho tem como objetivo estimular uma reflexão sobre as narrativas descoloniais no campo da história da psicologia, buscando descrições locais singulares, distantes de modelos narrativos genéricos na compreensão dos desdobramentos deste saber. Mais especificamente, exploraremos o caso do labora...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: da Rosa, Hugo Leonardo R. S., Ferreira, Arthur A. L.
Formato: Articulo
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2022
Materias:
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/149786
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Descripción
Sumario:O trabalho tem como objetivo estimular uma reflexão sobre as narrativas descoloniais no campo da história da psicologia, buscando descrições locais singulares, distantes de modelos narrativos genéricos na compreensão dos desdobramentos deste saber. Mais especificamente, exploraremos o caso do laboratório de psicologia experimental instalado no Pedagogium sob orientação de Manoel Bomfim, no Rio de Janeiro, para cumprir o objetivo proposto. Para tal, além das ferramentas dos estudos de laboratório, é crucial entender a produção dos laboratórios a partir de redes locais, tal como indicado pela Teoria Ator-Rede e a Epistemologia política. A partir dessa dupla referência, propomos questões distintas da historiografia tradicional quanto ao surgimento dos laboratórios de psicologia: é crucial perguntar pelo levantamento de seus personagens, das suas funções e do seu perfil institucional. A discussão do presente artigo se centrará na inadequação da compreensão tradicional do tema, focando nas diferenças entre como narrativas coloniais e descoloniais concebem a relação entre o material de arquivo e matrizes de inteligibilidade, e nas consequências historiográficas e metodológicas dessa relação.