Comunidades atingidas pela Usina Hidrelétrica (UHE) Foz do Chapecó
O objetivo do texto é analisar os impactos nas comunidades rurais, atingidas pela Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó. Nas últimas décadas, grandes usinas hidrelétricas construídas na bacia do rio Uruguai (como projetos de desenvolvimento) alteraram o substrato morfológico das comunidades camponesas,...
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| Autores principales: | , |
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| Formato: | Objeto de conferencia |
| Lenguaje: | Portugués |
| Publicado: |
2021
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/131251 |
| Aporte de: |
| Sumario: | O objetivo do texto é analisar os impactos nas comunidades rurais, atingidas pela Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó. Nas últimas décadas, grandes usinas hidrelétricas construídas na bacia do rio Uruguai (como projetos de desenvolvimento) alteraram o substrato morfológico das comunidades camponesas, causando o seu desaparecimento ou a desestruturação parcial daquelas que permaneceram. Metodologicamente, o trabalho foi desenvolvido mediante pesquisa qualitativa e exploratória, contemplando revisão de literatura, fontes documentais, observação registrada em caderno de campo e entrevistas. Constatou-se que parte dos camponeses e ribeirinhos atingidos recebeu indenizações pelas terras inundadas e foi levada a migrar. Nas novas moradas, tentaram reorganizar suas relações comunitárias, mas nem sempre o conseguiram. A reconstrução das relações comunitárias é um dos pontos frágeis, seja àqueles que migraram, seja àqueles que permaneceram; e esses danos não são passíveis de mensuração e indenização. Em certas comunidades afetadas patrimonialmente, como compensação, foram construídos equipamentos comunitários novos, pouco utilizados pelo reduzido número de moradores remanescentes. Entre esses, há sintomas de depressão, de solidão e outros de ordem psicossomática. A alteração compulsória do modo de vida, a quebra dos vínculos vicinais, comunitários e de organização de trabalho levam-nos a considerá-los vítimas do desenvolvimento, em analogia à categoria vítima ambiental. Se empreendimentos de megaobra são tomado como indicadores desenvolvimentistas, no entanto, as comunidades atingidas estão no polo de vítimas. |
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