Escrevendo pelas beiras: da mão à obra

Neste ensaio, discuto as possibilidades de emergência de uma literatura “nas beiras” a partir da organização local do trabalho de escritores aspirantes. Começo dando o exemplo de um autor independente, Clei Souza, em cuja obra encontro inscrita, se bem que não de forma proposital, uma teoria do auto...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Massao Fairchild, Thomas
Formato: Articulo
Lenguaje:Portugués
Publicado: 2020
Materias:
Acceso en línea:http://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/117229
http://www.eltoldodeastier.fahce.unlp.edu.ar/numeros/numero20/pdf/MassaoFairchild.pdf
Aporte de:
Descripción
Sumario:Neste ensaio, discuto as possibilidades de emergência de uma literatura “nas beiras” a partir da organização local do trabalho de escritores aspirantes. Começo dando o exemplo de um autor independente, Clei Souza, em cuja obra encontro inscrita, se bem que não de forma proposital, uma teoria do autor. Na segunda parte, desenvolvo explicitamente essa teoria afirmando que a produção do texto literário, não podendo ser entendida como gesto individual, é o resultado contraditório de um conjunto de experiências dispersas numa coletividade. Descrevo essas experiências em número de quatro – viver, narrar, escutar, escrever. Por fim, faço um relato do trabalho desenvolvido pela oficina Mão&Obra em prol da publicação artesanal de escritores aspirantes, buscando mostrar como ele busca materializar essa concepção de autoria. Explico a organização do trabalho da oficina e forneço alguns exemplos de exercícios de escrita. Com isso, procuro estabelecer, ainda que como primeiro esboço, as bases de um movimento de promoção da escrita que caminhe da mão à obra – isto é, da organização de uma força de trabalho à instituição do produto desse trabalho como objeto cultural com valor simbólico de troca.