Narrativa misógina em Angústia, de Graciliano Ramos

O objetivo desse trabalho é analisar no romance Angústia (1936), escrito por Graciliano Ramos, como o narrador masculino, preso a um passado que o atormenta e a velhas concepções patriarcais, traça um retrato misógino das mulheres que o cercam, enxergando nelas meros objetos sexuais, notadamente qua...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Lima, Marcos Hidemi de
Formato: Artículo publishedVersion
Lenguaje:Portugués
Publicado: Programa de Pós-graduação em Letras 2008
Materias:
Acceso en línea:http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/terraroxa/article/view/24872
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-038&d=article24872oai
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Descripción
Sumario:O objetivo desse trabalho é analisar no romance Angústia (1936), escrito por Graciliano Ramos, como o narrador masculino, preso a um passado que o atormenta e a velhas concepções patriarcais, traça um retrato misógino das mulheres que o cercam, enxergando nelas meros objetos sexuais, notadamente quando ensaiam os primeiros passos para fora da esfera privada e passam a ocupar o espaço público, subvertendo o papel esperado de submissão à ordem masculina à qual estavam relegadas.   The objective of this work is to analyze in novel Angústia, written by Graciliano Ramos, how the male narrator, prisioner of a tormented past and old patriarchal conceptions, traces a misogyne picture of women that surrounded him, seeing them like only sexual objects, mainly when these women attempt the first steps towards the private sphere and start to occupy the public space, a subversion to the awaited role of submission to male order which they were relegated.