Vidas e Política das Pessoas Pobres - as coisas que um etnógrafo político sabe (e não sabe) após 15 anos de trabalho de campo
Ao refletir sobre uma década e meia de trabalho etnográfico, este artigo examina as lições aprendidas na tentativa de esquadrinhar as dinâmicas políticas entre pobres do meio urbano. O texto inicia com uma análise das limitações do conceito de clientelismo político buscando entender o que de fato oc...
Guardado en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Artículo científico |
| Publicado: |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
2011
|
| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=86821166006 http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-034&d=86821166006oai |
| Aporte de: |
| Sumario: | Ao refletir sobre uma década e meia de trabalho etnográfico, este artigo examina as lições aprendidas na tentativa de esquadrinhar as dinâmicas políticas entre pobres do meio urbano. O texto inicia com uma análise das limitações do conceito de clientelismo político buscando entender o que de fato ocorre quando votos são trocados por recursos. Segue examinando a relação recursiva entre patronagem e ação coletiva - dois fenômenos políticos geralmente vistos como mutuamente antagônicos. O artigo discorre então sobre a noção de zona cinzenta - como área de ligações clandestinas entre perpetradores de violência e autoridades políticas estabelecidas. O trabalho encerra com uma análise de dois temas que surpreendentemente têm estado ausentes na pesquisa sobre pobreza urbana - sofrimento ambiental e a política da espera. |
|---|