Novas mídias, mobilização transnacional e as reestruturações das esferas públicas
A difusão acelerada das novas tecnologias interativas de comunicação confere urgência à questão sobre seu potencial democrático. Este artigo sustenta que deliberação pública está no centro da democracia. Enquanto a globalização econômica provoca a necessidade por regulação política global, são neces...
Guardado en:
| Autor principal: | |
|---|---|
| Formato: | Artículo científico |
| Publicado: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
2007
|
| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=74270207 http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-046&d=74270207oai |
| Aporte de: |
| Sumario: | A difusão acelerada das novas tecnologias interativas de comunicação confere urgência à questão sobre seu potencial democrático. Este artigo sustenta que deliberação pública está no centro da democracia. Enquanto a globalização econômica provoca a necessidade por regulação política global, são necessárias estruturas de sociedade civil ativa em nível global como uma contraforça democrática. O caso do movimento zapatista é um exemplo relativamente raro de colaboração efetiva entre atores de base dos hemisféricos sul e norte. Para um estudo empírico analisa-se como distintas interfaces midiáticas foram utilizadas para criar vínculos transnacionais entre os camponeses maias rebeldes em Chiapas e seus apoiadores em outras regiões do México e em cidades ao redor do mundo. Esses vínculos ajudaram os rebeldes a sobreviver e catalizar mobilização transnacional acima da regulação global. A transformação das redes de comunicação e a construção de alianças sugerem que esferas públicas são dinâmicas e em constante processo de reestruturação. Seu potencial democrático depende, em grande medida, da sua apropriação por atores sociais criativos. |
|---|