Mar de Xaraés ou as “reinações” do Pantanal

Já se provou que a crônica inicial de ocupação da região do atual Pantanal Matogrossense, entre os séculos XVI e XVIII, não cunhou a expressão “Mar De Xaraés” para o Pantanal. Isso significa dizer que os cronistas-viajantes, em seus relatos ou mapas, não usaram essa expressão para designar/desenhar...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Mário Cezar Leite Silva
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Federal de Goiás 2002
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Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70350101
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70350101oai
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Sumario:Já se provou que a crônica inicial de ocupação da região do atual Pantanal Matogrossense, entre os séculos XVI e XVIII, não cunhou a expressão “Mar De Xaraés” para o Pantanal. Isso significa dizer que os cronistas-viajantes, em seus relatos ou mapas, não usaram essa expressão para designar/desenhar a região. Entretanto, estranhamente, em vários estudos – mais antigos ou recentes – sobre o Pantanal, esse termo aparece e, segundo os estudiosos, ele foi usado, e impresso, por essa crônica inicial. Neste trabalho, parto em uma viagem pelas ondas desse “inexistente” mar em busca de suas possíveis formas de “existência”. Navegando os estudos em geologia, geografia, antropologia, história e literatura, tento entender os fatores imaginários, geográficos, imagéticos que levaram os autores e estudiosos não apenas a afirmar a presença dessa expressão (dessa geografia) na crônica inicial – sem que ela efetivamente esteja nesses relatos ou mapas –, mas também que elementos podem permear a utilização recorrente dessa imagem nas pesquisas sobre o Pantanal