A popularização de esfigmomanômetros e glicosímetros no bairro da Guariroba, Ceilândia/DF

Partindo de uma pesquisa etnográfica realizada com mulheres e homens que convivem com o diagnóstico de hipertensos e diabéticos pretende-se apresentar como os equipamentos tecnológicos de aferição da pressão arterial e da glicemia têm se popularizado intensamente em um bairro popular no Distrito Fed...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Natalia Bezerra, Soraya Fleischer
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Federal de Goiás 2013
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70329744017
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70329744017oai
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Descripción
Sumario:Partindo de uma pesquisa etnográfica realizada com mulheres e homens que convivem com o diagnóstico de hipertensos e diabéticos pretende-se apresentar como os equipamentos tecnológicos de aferição da pressão arterial e da glicemia têm se popularizado intensamente em um bairro popular no Distrito Federal. Sugerimos que esse é um fenômeno social novo e pouco pesquisado, que reúne complexos significados sobre doenças crônicas, atenção básica de saúde e relação equipes-pacientes. O tipo de equipamento, os números, o leitor dos números, o espaço e o momento do dia em que tal medição ocorre e a comparação com medições anteriores são alguns dos aspectos considerados no uso e no entendimento dos esfigmomanômetros e glicosímetros. Conversas e entrevistas com as pessoas adoentadas, bem como com profissionais de saúde, nos permitem perceber como é improdutivo continuar reforçando a polaridade que antagoniza e afasta leigos de especialistas biomédicos. Esses pacientes de hipertensão arterial e diabetes mellitus se interessam e manejam com regularidade os equipamentos e os sentidos dos números, promovendo um intenso e interessante diálogo com a tecnologia e o conhecimento biomédicos.