Naturezas monumentalizadas, cotidianos politizados: a construção discursiva do lugar no caso do Quilombo Sacopã

A disputa decorrente da presença do Quilombo Sacopã numa área instituída como Parque Municipal José Guilherme Merquior (PMJGM) na cidade do Rio de Janeiro, em 2001, é analisada a partir da tensão existente entre monumentalidade e cotidiano. Como parte dos discursos patrimoniais, essas categorias des...

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Autor principal: Luz Stella Rodríguez Cáceres
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Federal de Goiás 2013
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Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70329744010
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70329744010oai
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Sumario:A disputa decorrente da presença do Quilombo Sacopã numa área instituída como Parque Municipal José Guilherme Merquior (PMJGM) na cidade do Rio de Janeiro, em 2001, é analisada a partir da tensão existente entre monumentalidade e cotidiano. Como parte dos discursos patrimoniais, essas categorias descobrem as lógicas de apropriação e construção do lugar mediante narrativas e relatos que se desdobram nas ações de preservação ambiental e da memória cultural. O Quilombo Sacopã está conformado pelos membros da família Pinto, que se organizaram para defender o direito à moradia e a titularidade da terra que habitam desde 1920; porém, esse reclamo confronta-se com os interesses de alguns residentes de condomínios do bairro, representados pela associação de moradores, que defende interesses ambientalistas. O conflito exposto atenta contra a compreensão do lugar como algo pronto, estático e perfeitamente delimitado e evidencia que, como construção social, o lugar se apresenta internamente heterogêneo, constituído pela acumulação de diversas camadas de significados, suas dinâmicas e configurações são dialéticas, de relativas permanências e mudanças nos processos socioespaciais.