Sangue, identidade e verdade histórica: crianças desaparecidas e memórias sobre o passado ditatorial na Argentina
Neste artigo trato da apropriação ilegal de crianças durante a última ditadura militar argentina (1976-1983). Procuro compreender como os integrantes das organizações de familiares de desaparecidos, ancoradas no parentesco de seus membros com as vítimas da repressão, reconfiguram suas identidades e...
Guardado en:
| Autor principal: | |
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| Formato: | Artículo científico |
| Publicado: |
Universidade Federal de Goiás
2012
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| Acceso en línea: | http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70325252017 http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70325252017oai |
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| Sumario: | Neste artigo trato da apropriação ilegal de crianças durante a última ditadura militar argentina (1976-1983). Procuro compreender como os integrantes das organizações de familiares de desaparecidos, ancoradas no parentesco de seus membros com as vítimas da repressão, reconfiguram suas identidades e legitimam suas estratégias políticas nas disputas pela consolidação de uma memória pública sobre o passado ditatorial recente. Explorando o tema da apropriação de crianças a partir da noção de evento crítico (DAS, 1995), analiso algumas polêmicas nacionais que envolvem o processo de restituição da identidade dos netos procurados pelas Abuelas de Plaza de Mayo. Tomo como objeto de análise os debates acerca da aprovação da Lei de ADN para a resolução dos casos dos jovens apropriados que se recusam a submeter-se de forma voluntária ao exame de DNA. O intuito é explorar como noções sobre parentesco, sangue, identidade e verdade histórica atravessam as disputas pelas memórias. |
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