A luta pelo amor e o amor pela luta: notas sobre a cerimônia coletiva de uniões homoafetivas no Rio de Janeiro

Este trabalho apresenta uma série de reflexões surgidas na cerimônia coletiva de união estável homoafetiva que aconteceu no dia 22 de junho de 2011, na Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos do Estado do Rio de Janeiro. Esse cenário é um campo fértil de reflexões sobre fenômen...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Anna Paula Uziel, Daniele Andrade da Silva, Jimena de Garay Hernández
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Federal de Goiás 2012
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70325252012
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70325252012oai
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Sumario:Este trabalho apresenta uma série de reflexões surgidas na cerimônia coletiva de união estável homoafetiva que aconteceu no dia 22 de junho de 2011, na Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos do Estado do Rio de Janeiro. Esse cenário é um campo fértil de reflexões sobre fenômenos psicossociais que dizem respeito às homossexualidades, travestilidades e transexualidades. As posições favoráveis ao contrato de união estável entre pessoas do mesmo sexo argumentam que a reivindicação desse direito por parte da coletividade LGBT satisfará desejos de segurança e proteção, relacionados à cidadania. A exigência de acesso à instituição da união estável, tida por conservadora e reprodutora da heteronormatividade e do patriarcado, tem sido lida por alguns como uma transformação dessa instituição; no entanto, ainda para outros e outras, essa integração equivaleria a um movimento de domesticação heterossexista.