Raça, gênero, classe, igualdade e justiça: representações simbólicas e ideológicas do filme Crash, de Paul Haggis
Este ensaio examina o fi lme Crash, de Paul Haggis, sob a ótica dos estudos sobre as relações raciais. Empreende uma leitura do conteúdo simbólico e ideológico da metalinguagem de Crash (a forma como a história é contada) e não da linguagem assumidamente racista de seus personagens (o conteúdo explí...
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| Autores principales: | , |
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| Formato: | Artículo científico |
| Publicado: |
Universidade Federal de Goiás
2009
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| Materias: | |
| Acceso en línea: | http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70312344010 http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70312344010oai |
| Aporte de: |
| Sumario: | Este ensaio examina o fi lme Crash, de Paul Haggis, sob a ótica dos estudos sobre as relações raciais. Empreende uma leitura do conteúdo simbólico e ideológico da metalinguagem de Crash (a forma como a história é contada) e não da linguagem assumidamente racista de seus personagens (o conteúdo explícito da história contada). Cotejando, com fi delidade, a moldura fi ccional e discursiva do fi lme com os horizontes analíticos históricos e contemporâneos no que tange ao tema das relações raciais (e suas correlações com questões de gênero, classe, igualdade e justiça), o ensaio identifi ca o modo como Crash se permite incorporar uma sub-reptícia ideologia racista (particularmente no estereotipado e estigmatizante delineamento moral dos personagens negros, comparativamente aos personagens brancos), sob o manto protetivo de um fi lme que aparentemente se propõe a combater o racismo. Crash seria, no argumento do ensaio, um típico exemplo - de fi cção e de realidade - do que denomina por antirracismo racista . Ao fi nal, o ensaio chama a atenção para a responsabilidade social e ética da indústria do entretenimento e sua compatibilidade com a liberdade de criação artística. |
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