A história como recurso da mimese política brasileira

O pensamento autoritário brasileiro estabeleceu uma dicotomia entre teoria e empiria como fontes de conhecimento para a prática política. Assim, autores como Alberto Torres, Oliveira Vianna e Azevedo Amaral criticavam todas formas de idealismos, em favor de um realismo segundo o qual era preciso diz...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Thais Aguiar
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Federal de Goiás 2007
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Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70310208
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70310208oai
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Descripción
Sumario:O pensamento autoritário brasileiro estabeleceu uma dicotomia entre teoria e empiria como fontes de conhecimento para a prática política. Assim, autores como Alberto Torres, Oliveira Vianna e Azevedo Amaral criticavam todas formas de idealismos, em favor de um realismo segundo o qual era preciso dizer “o que é” o país para definir o “dever-ser”, captando fatores imutáveis e permanentes subjacentes à história do Brasil. Desse modo, para Vianna, a quebra da cadeia de continuidade não leva ao progresso. Todavia, a idéia de que é preciso progredir e evoluir, mesmo que respeitando os fatores determinantes e perenes, se faz presente. Nota-se uma tensão entre conservação e renovação, tradição e ruptura que caracteriza essa política, pretensamente realista, como produto mimético.