Mineiridade e adesão religiosa: uma análise da expansão pentecostal e da resistência católicaem duas regiões mineiras

Este estudo analisa as variáveis que contribuem para uma assimetria no que diz respeito à adesão religiosa apresentada pelo território de Minas Gerais. Como podemos observar pelos números que emergem do último censo do IBGE (2000), grande parte do território do estado constitui-se como uma das seara...

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Autor principal: Paulo Gracino Souza
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Federal de Goiás 2007
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=70310206
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-045&d=70310206oai
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Sumario:Este estudo analisa as variáveis que contribuem para uma assimetria no que diz respeito à adesão religiosa apresentada pelo território de Minas Gerais. Como podemos observar pelos números que emergem do último censo do IBGE (2000), grande parte do território do estado constitui-se como uma das searas mais inóspitas ao crescimento pentecostal, configurando-se, junto com alguns outros estados, como uma das trincheiras avançadas da resistência católica. No entanto, em contraste com microrregiões como as de Ouro Preto, onde os que se declaram pentecostais não atingem a casa dos 5%, existem outras como a microrregião de Ipatinga, que apresenta a surpreendente cifra de 22,71%, a maior do estado. Nesse sentido, pensamos ser possível relacionar os índices supracitados a suas possíveis relações com o contexto sociocultural do estado, mais especificamente com o conjunto de características atribuídas à identidade mineira, o que alguns sociólogos qualificaram como “mineiridade”. Tentaremos avaliar de que forma variáveis como família, pouca mobilidade demográfica, bem como a notória tradição católica, criam um contexto cultural bastante regulamentado, compondo um quadro desfavorável para o crescimento pentecostal.