Partidos, Competição Política e Fraude Eleitoral: A Tônica das Eleições na Primeira República

Este artigo revisita as práticas eleitorais no Brasil republicano (1891-1930). Par- timos da crítica da farsa eleitoral, incômodo consensual na literatura dedicada à historiografia política da época. Através do exame acurado das contestações dirigidas à Câmara Baixa por alguns dos candidatos derrota...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Jaqueline Porto Zulini, Paolo Ricci
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade do Estado do Rio de Janeiro 2014
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=21831470006
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-022&d=21831470006oai
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Sumario:Este artigo revisita as práticas eleitorais no Brasil republicano (1891-1930). Par- timos da crítica da farsa eleitoral, incômodo consensual na literatura dedicada à historiografia política da época. Através do exame acurado das contestações dirigidas à Câmara Baixa por alguns dos candidatos derrotados nos pleitos realizados para preenchimento das cadeiras desta Casa representativa, veremos que as alegações de fraude se faziam reflexo de um processo mais complexo, sobretudo fruto da competição desencadeada no âmbito subnacional, expressão de embate direto entre facções estaduais rivais. A análise desta rica fonte revela que o estímulo elementar da competição político-partidária nos anos 1900 era a concorrência pelo controle da máquina administrativa das eleições, financiadora inconteste do condicionamento dos resultados dos escrutínios.