As relações de Michel Foucault com Clio: OS HISTORIADORES, O FILÓSOFO, A HISTÓRIA-DISCIPLINA E A ONTOLOGIA HISTÓRICA

A relação de Michel Foucault com os historiadores não foi linear: por invadir frequentemente os domínios de Clio, desde História da Loucura (1961) nunca foi ignorado, mas também nunca francamente aceito. Os diálogos entre o filósofo e os historiadores foram marcados por diversificadas formas de apro...

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Autor principal: Igor Guedes Ramos
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Estadual de Londrina 2014
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=193331342016
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-038&d=193331342016oai
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Sumario:A relação de Michel Foucault com os historiadores não foi linear: por invadir frequentemente os domínios de Clio, desde História da Loucura (1961) nunca foi ignorado, mas também nunca francamente aceito. Os diálogos entre o filósofo e os historiadores foram marcados por diversificadas formas de apropriação teórico-metodológica, aproximações estratégicas e críticas que variaram de suaves alertas até o completo repúdio e desqualificação. A partir dos textos e falas de Foucault e de alguns historiadores a maioria ligada aos Annales procuramos discutir estes diálogos nos movimentando em dois níveis, a saber: Primeiro, por meio de uma análise de caráter historiográfico, reconstituímos a trajetória da relação entre Foucault e os historiadores. E, segundo, por meio de uma reflexão de caráter teórico-metodológico, procuramos definir as práticas que compõem a ontologia histórica de nós mesmos de Foucault e aquelas que, em geral, compõem o ofício dos historiadores. Assim, acreditamos ter uma melhor compreensão do que fundamenta a trajetória acidentada do diálogo entre os historiadores e o filósofo e, consequentemente, possibilitar outras pesquisas sobre o tema em questão e outros modos dos historiadores utilizarem o pensamento de Foucault.