A burguesia enquadrada: Mafalda e sua turma criticam elementos da sociedade burguesa (a naturalização das diferenças, a desumanização e a competição) na aula de História

Este trabalho objetiva, a partir de uma perspectiva marxista, refletir sobre a possibilidade de, em se criticando a sociedade burguesa na aula de História, se construir coletivamente, no limite, leituras contra-hegemônicas da realidade. Alicerçados no conceito gramsciano de hegemonia e na noção de c...

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Detalles Bibliográficos
Autor principal: Carlos Eduardo Rebuá Oliveira
Formato: Artículo científico
Publicado: Universidade Estadual de Londrina 2012
Materias:
Acceso en línea:http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=193323769005
http://biblioteca.clacso.edu.ar/gsdl/cgi-bin/library.cgi?a=d&c=br/br-038&d=193323769005oai
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Sumario:Este trabalho objetiva, a partir de uma perspectiva marxista, refletir sobre a possibilidade de, em se criticando a sociedade burguesa na aula de História, se construir coletivamente, no limite, leituras contra-hegemônicas da realidade. Alicerçados no conceito gramsciano de hegemonia e na noção de contra-hegemonia, analisamos as histórias em quadrinhos não no intuito de instrumentalizar esta linguagem cada vez mais presente na sala de aula, mas no esforço de compreendê-la como um elemento que pode contribuir bastante para a crítica do real, para a explicitação do momento histórico em que foi produzida, para um ensino de História mais lúdico e crítico ao mesmo tempo. Em termos metodológicos, foram selecionadas três tiras de Mafalda (intituladas A naturalização das diferenças , A desumanização e A competição ), presentes na obra Toda Mafalda (2002), no intuito de subsidiar as reflexões aqui esboçadas. Este trabalho representa um recorte da dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ (ProPEd), em março de 2011, sob o título: Mafalda na aula de História: a crítica aos elementos característicos da sociedade burguesa e a construção coletiva de sentidos contra-hegemônicos.