Géneros textuales/discursivos académicos

Entre os poderes do gênero, creio que deve ser destacado o seu efeito contextualizador. No uso da linguagem, navegamos na generalidade enquanto não especificamos o gênero. Veja-se o caso da escrita e da oralidade acadêmica. Não é possível ser muito específico, nem do ponto de vista teórico nem da...

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Detalles Bibliográficos
Autores principales: Brunel Matias, Richard (org.), Lousada, Gouvêa Eliane (org.), Lopes Cristovão, Vera Lúcia (org.)
Formato: book
Lenguaje:Portugués
Publicado: FL Copias 2020
Materias:
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11086/16801
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Descripción
Sumario:Entre os poderes do gênero, creio que deve ser destacado o seu efeito contextualizador. No uso da linguagem, navegamos na generalidade enquanto não especificamos o gênero. Veja-se o caso da escrita e da oralidade acadêmica. Não é possível ser muito específico, nem do ponto de vista teórico nem da perspectiva aplicada, enquanto tentamos compreender a oralidade e a escrita acadêmica como um bloco, como se fossem uma coisa só. Um passo à frente é dado quando se reconhece a variação no discurso acadêmico oral ou escrito, se consideradas as diferentes áreas do saber e as diferentes situações enunciativas. Mesmo assim, a noção de discurso, isoladamente, apenas nos permite uma apreciação um tanto abstrata, generalizante, dos usos da linguagem no ambiente acadêmico. A noção de texto, a meu ver, também pouco contribui para uma visão contextualizada da língua em uso. Afinal, “texto” pode ser qualquer unidade de comunicação falada ou escrita. Pode ser um abstract de 100 palavras ou uma tese de 300 páginas. Uma pergunta feita a um conferencista ou a conferência em si. Somente o gênero é capaz de imediatamente ativar um modelo de contexto na mente do ouvinte ou do leitor. É disso que estamos falando neste livro Géneros textuales/discursivos académicos, diante de trabalhos que enfocam diversos gêneros acadêmicos escritos e também falados. Por meio da noção de gênero, tão centralmente cultivada pelo SIGET, é possível superar, como propunha Bhatia (2004), a simplificação e a idealização da linguagem e adentrar ao “mundo real do discurso”. Em vários aspectos, o gênero nos ajuda a criar contextos para e nesse mundo real. (Bezerra, 2020)